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SAIAM DAQUI :)

Agora eu escrevo em http://posts.luisguilherme.net Pode pegar o feed direto em http://feeds.feedburner.com/lgfp se preferir.

Este blogue não será mais atualizado com os dados daquele. Jamais. Fica vivo por histórico. Fim de linha. C’est fini. Goodbye! Adiós!

Já declaro aqui meu voto para governador de São Paulo: o picolé de Chuchu, Geraldo Alckmin.

Contudo, o “socialista” Paulo Skaf trouxe um debate muito interessante com duas propostas polêmicas: cobrar mensalidades nas universidades públicas e abater do IPVA os gastos com pedágios.

A primeira eu sou completamente a favor, a segunda eu sou completamente contra.

O que é a Universidade pública no Brasil? Vou falar de alguns aspectos que vejo nas universidades paulistas, que são as que conheço melhor.

Pesquisa

É um local em que há pesquisa de excelência, ao certo, mas ainda aquém de padrões internacionais. Há muita boa pesquisa mas — ainda mais — macaqueação de pesquisas estrangeiras e jogo da lógica das publicações. Isso funciona assim: você descobre algo mais ou menos significante, escreve um artigo, e manda para uma revista ou congresso. Depois, descobre mais uma coisinha, e atualiza o artigo para a próxima conferência ou revista. Publicar é o fim, não a ciência. Isso não acontece só no Brasil, é claro, mas essa lógica é patentíssima e grassa nas universidades.

Ensino

O ensino não é lá maravilhas não, muitos professores ruins — que às vezes, mas só às vezes, são excelentes pesquisadores — sem didática, sem interesse pela docência, considerando aquilo um “mal necessário” (com essas palavras). Mas os alunos, selecionados em vestibulares rigorosos, costumam garantir o bom nível dos cursos, e uma formação diferenciada. Eu sei quanto o selo “Unicamp” pesa quando eu busco empregos — e, aliás, essa é a principal razão pela qual a sociedade sustenta a Universidade politicamente. É na esperança de seus filhos as cursarem e terem um “futuro garantido”. Parecido com o emprego público, mas um pouco mais honesto, porque dá espaço ao desafio e à prova da capacidade de cada um.

Gente Universitária

Apesar de exceções — maravilhosas, em geral — a Universidade é local de ricos e remediados. Sabe o estereótipo de playboy? Tem de monte. Mas cada um com uma máscara. Em alguns lugares é o clássico: o bombadinho de carrão que só quer saber de beber e festas. Em outros é o “hippie do dinheiro alheio”, o cara que não faz nada da vida — às vezes, nem tomar banho — e tem dinheiro dos pais (ou do Estado…) para isso. Às vezes é o revoltado comunista que não largaria o dinheiro do papai por nada, mas fica berrando pela socialização das terras, pelo fim da expropriação da mais-valia alheia ou — em alguns casos — pelo salário mínimo de R$2000,00 reais, afinal, é um absurdo que os pobres, coitadinhos, não tenham sequer 10% da sua renda familiar. Tudo isso dentro de um consumo de drogas ilícitas que é “só” 20 vezes maior que o da média da população e um consumo completamente irresponsável de álcool.

Tem também os que estudam e se dedicam, que são ridicularizados por sua turma, ainda mais se os chamam à consciência quando afirmam — corretamente — que levam a Universidade a sério. E, claro, um sem número de medíocres — o grupo no qual eu me encontrava quando lá — que, sem levar tanto a sério como os últimos, mas com o peso na consciência do fardo que representam, ou pressa de se formar e ganhar dinheiro, ou de entrar numa pós e fazer “só o que quer”, tentam fazer um uso melhorzinho da Universidade. Felizmente, são também muitos os medíocres, quiçá formem a maioria.

Isso é um retrato da graduação. A pós-graduação é um pouco melhor.

Dado esse retrato, qualquer discurso de “não podemos cobrar pela Universidade pública” que se baseie na formação da graduação é, na melhor das hipóteses, ignorante. Em geral é hipócrita mesmo. Há uma quantidade não-desprezível de pessoas que precisam de ajuda para se manter — recebem bolsas, ou moradia, para permitir seus estudos — e, cobradas mensalidades, esse número aumentaria, é claro. Mas da mesma forma que há seleção para bolsas auxílio, pode haver uma seleção para bolsas de gratuidade (por critérios sociais com garantias meritocráticas mínimas e justas).

A Universidade paulista é paga com o dinheiro do ICMS, um imposto que incide sobre todos (e, proporcionalmente, mais sobre pobres, é um imposto “regressivo”, praticamente). Dessa forma, uma conformação social em que as classes C, D e E correspondem à maioria acachapante paga (desproporcionalmente nos mais pobres) para os estudos (nem sempre levados a sério) de uma conformação social cuja maioria é das classes A, B e C. Se existe alguma coisa que eu consigo chamar de “injustiça social”, isso é a Universidade gratuita.

Em tempo, eu não tenho problemas com o fato de que as universidades de excelência sejam preenchidas, em sua maioria, pelos mais ricos. A Universidade não serve a fazer “justiça social”, mas a produzir uma elite intelectual (graduação) e conhecimento científico (pós-graduação). É triste que não se esteja sondando por talentos melhores nas camadas pais pobres, mas isso é um problema muito mais amplo.

Como contraponto à cobrança de mensalidade, concedo que a gratuidade é justamente o que torna a Universidade pública atraente, a sua isca para ter os melhores alunos. Com a cobrança, muitos podem preferir estudar em Universidades particulares razoáveis, em que não terão os custos de morar em outra cidade. Elas acabariam se tornando muito “locais”, perdendo os talentos do resto do estado ou do país. Food for thought

Deixe seus comentários a respeito aí embaixo! Podemos fazer uma boa discussão :)

Vamos adiante. A outra proposta é terrível. O grande lance dos pedágios é que só são pagos por quem utiliza a rodovia. Quem não viaja, não paga. Uma família que passe o fim-de-semana em São Paulo não paga pela outra que resolve descer a serra e entupir a Baixada Santista. No Maranhão, quem toma Guaraná Jesus, não deveria pagar pela logística do Antarctica.

Quando você propõe debitar do IPVA o gasto com pedágios, você inverte essa lógica. Quem não sai da cidade, paga o mesmo IPVA de quem viaja, porque abate nos impostos o preço do pedágio. Isso também é nocivo porque, de certa forma e indiretamente, o governo está pagando pela manutenção das rodovias, que é precisamente o que a concessão pedagiada tenta evitar. Por fim, eu concordo que, por causa dos pedágios altos, diminua-se o IPVA. De todos. Ao considerar o modelo paulista de concessão, que são pedágios caros nas principais para permitir a manutenção das vicinais (o que, embora choque os liberais mais extremos, não me parece um negócio ruim), o IPVA serve apenas à manutenção das vias municipais e, portanto, não precisa ter um valor tão alto.

Dá uma boa conversa isso tudo. Pode chegar de voadora nos comentários abaixo!

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Enviei para o Sensacionalista no nome de Guilherme Bonense, Rio de Janeiro

Na noite dessa sexta-feira, 25, na sede da CBF na Barra da Tijuca, RJ, fechou-se um contrato importante entre a produtora de jogos Midway e a Confederação. A empresa adquiriu, por US$66,6 mi, os direitos de imagem e nome do jogador Felipe Melo, para uso no próximo jogo da série Mortal Kombat, previsto para 2011.

A série Mortal Kombat é uma série de jogos de luta com extrema violência e muito derramamento de sangue.

Depois do jogo do Brasil, a Midway se mostrou interessada, mas a decisão veio de verdade quando viram a repercussão no Twitter.

“É incrível, além de ser perfeito para o nosso estilo de jogos, ainda houve esse buzz todo em torno de seu nome. Com isso ganhamos destaque nas mídias sociais e marketing fácil para o nosso lançamento”, afirmou Sheng Long, relações públicas da companhia.

O acordo foi um pouco difícil de travar, segundo nos contam nossas fontes, por medo de que a FIFA não aceitasse. O lobista David Goro, da Midway, deu uma “mãozinha”: “Eles tinham que dar o braço a torcer, era só o que faltava para estourarmos com nosso jogo”, comentou Goro para o nosso repórter.

A FIFA aceitou que o nome e a imagem de Felipe Melo fossem usadas, contanto que o jogo não fosse de futebol nem tampouco Felipe Melo usasse uma bola: “Primeiro por propaganda enganosa, Felipe Melo não toca na bola, apenas nas canelas alheias.” disse-nos Joseph Blatter, e continuou: “Se quiserem fazer um jogo de futebol com ele que não seja o autorizado pela FIFA, que mudem o seu nome, eles sempre fazem isso. Sugiro Caceteiro

A Midway, para aproveitar o momento, lançará uma versão modificada do seu último jogo “Mortal Kombat vs. DC” já com a participação de Felipe Melo. Conseguimos acesso às primeiras imagens, que acompanham este artigo.

Depois do contrato firmado, começaram a aparecer mais propostas. Apesar do sigilo da CBF, descobrimos que, entre os interessados na imagem de nosso volante, aparecem uma clínica de estética, uma produtora de jogos de guerra, e o cineasta Quentin Tarantino. O autor de “Bastardos Inglórios” não confirmou, mas deu a seguinte declaração: “Ver Felipe Melo jogar é para mim uma experiência mais marcante que a famosa cena da orelha de Cães de Aluguel. É uma violência viva, real, algo que mesmo eu nunca consegui criar em meus filmes”.

Contribuíram vários criadores de #FelipeMeloFacts no Twitter.

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O iPod de R$5000,00

Jovem chega na Apple Store e trava a seguinte conversa com o vendedor:

— Moço, quanto está o iPod?

— Cinco mil reais

— Hein?!

— É, cinco mil reais.

— Nossa, está muito caro!

— Mas ele vem com 10G de música brasileira. O preço dele é R$800,00 e dos direitos autorais das canções é R$3200,00

— Ah é? E o que vem nele de música?

— Tem Chico Buarque, Mano Brown, MV Bill, Planet Hemp, … São canções escolhidas de uma lista preparada por uns burocratas do que eles consideram “música qualificada”

— Nossa, mas eu não gosto de nada disso. Acho até Velhas Virgens mais qualificado do que isso! Eu quero o iPod sem as músicas, compro no iTunes!

— Xi, não dá. Somos obrigados a vender com o bundle de música brasileira.

— Por quê?

— O PL 42/2012 estipula que todos os tocadores digitais de música venham com 5% da sua capacidade preenchido com música brasileira.

— Que projeto absurdo, como isso foi aprovado?

— Ah, aí não sei. Mas teve apoio de várias associações e sindicatos.

— Mas isso é um absurdo, eu quero escutar o que eu quero! Não o que o governo impõe!

— Bom, eles dizem que você pode optar por colocar outras canções e não escutar o que vêm, então não fere sua liberdade.

— Claro que fere! Eu não quero pagar pelo que eu não quero ouvir. Nem ter isso ocupando o espaço. Mas posso apagar, não?

— Não. Aliás, em determinados horários do dia, você tem que ouvir dessas canções pelo menos meia hora…

— Ah, vai. Tá me zoando, né? Errei o calendário, só pode ser, e é primeiro de abril.

— Não, hoje é 31 de março mesmo! — sorri meio amarelo o vendedor.

— Bom, mas depois eu posso comprar o que eu quiser no iTunes, né?

— Pode, pode sim — agora sorri com mais entusiasmo — mas para cada 5 canções compradas, uma tem que ser brasileira.

— Ok, ok. Agora — enfático — você está me zoando — e esboça um leve sorriso.

— Não, é isso mesmo.

Cabisbaixo, o jovem liga para um amigo:

— Zé, traz pra mim um iPod do Paraguai?


“Seu exagerado”

Acha mesmo?

O PL 29 acaba de ser aprovado na câmara dos deputados. Segundo o capítulo quinto do projeto, as empresas terão cotas de programas brasileiros qualificados (essa “qualificação” é definida por burocratas) obrigatórias a ser apresentadas em horário nobre numa média de meia hora por dia. Vai lá e lê!

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Desabafo aos esquerdistas

Meu Deus, querida esquerda, você já foi mais inteligente.

Sim, eu sou um cara de direita, mas não quero o seu mal. Quero apenas
que você defenda suas pautas históricas, ainda que esteja errada aqui
e ali, e não atacar quem vai contra os seus valores, só porque se opõe
a uma força, real ou imaginária, de uma imaginada “direita”.

Ano passado, o presidente de Honduras foi deposto, legalmente. Como
ele tinha ficado amiguinho de Chávez (para aprender a virar um ditador
manipulando eleições), a esquerda inteira gritou, juntinho, “Soltem
Barrabás Zelaya”.

Acontece que Zelaya era uma espécie de Sarney hondurenho. Não, não
estou falando do bigode. Grande proprietário de terras, mandava em
diversos lugares, colocava apadrinhados políticos, tinha seus feudos.
Tudo que a esquerda sempre rechaçou. Mas bem, Zelaya está falando
contra os EUA, então ele só pode estar certo!

E foi isso, a esquerda apoiou o Sarney daquelas bandas (depois os
petistas “puros” reclamam do que está acontecendo no Maranhão…).

Bem, chega 2010 e ocorre uma controversa operação do exército de
Israel contra uma flotilha, supostamente de ajuda humanitária (detalhe
que flotilha significa “grupo pequeno de navios **de guerra**”). Vamos
ver, e a Flotilha foi financiada e organizada pelo Hamas.

O Hamas é misógino — pelo menos para os padrões ocidentais, é claro;
perto da Al Qaeda eles são feministas! As mulheres devem se esconder,
devem obedecer. Os homens podem desposar várias. Nunca vi a esquerda
defender nada disso, pelo contrário. Mas, bom, todo mundo da esquerda
está com eles — afinal, Israel é direitista e malvado — então eu
estou com eles também!

Pouco antes disso, o Dunga defendeu um nacionalismo irracional, se
eximindo de condenar a ditadura militar brasileira, durante a
escalação da Seleção. Até que reclamaram um pouquinho, mas nada
demais. Contudo, quando esse aprendiz de Médici é criticado pela
Globo, pronto! Vira um herói. Marx no inferno
céu Panteão da Revolução e Dunga na terra. Ele peitou
a Globo, essa empresa maldita e reacionária!

É isso aí, esquerda! Muito bom! Continue contribuindo desse jeito para
um debate público pautado nos princípios éticos!

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Resposta a meu amigo Fernando Aires

Fernando Aires, grande amigo meu, acusou-me de “bancar o apologeta” no seu blogue. Vou tentar resumir a história.

Ele publicou uma parábola de um mestre sufi, como segue:

Na primeira história do livro I (“O Príncipe e a Criada”), Rumi conta sobre um príncipe que se enamora de uma criada, leva-a para sua e, quando ela adoece, busca de todas as formas sua melhora. Muitos médicos tentam, sem sucesso (e por contas próprias, sem contar com a orientação de Deus), curá-la, até que um anjo (em forma de médico) descobre que a causa da doença é o amor dela por outra pessoa – um ourives de uma terra distante. O príncipe manda buscar o amor de sua amada, e os casa.

Escrevi um longo comentário, de como isso era uma rejeição do “amor possessivo”, ou “ascendente”, ou ainda “concupiscente”, ou simplesmente “ἔρος”, citando a Deus Caritas Est, e colocando como algumas das decorrências da rejeição do valor desse amor o puritanismo, o “sexo laxo” dos dias atuais, ou a burqa e a circuncisão feminina dos muçulmanos extremistas. Pelo twitter, ele me responde que o objetivo não era discutir qual religião era a certa (até aí, ok!), e continua:

Daqui a pouco entra um Islamita a citar os extremos da sua religião. E todo o sentido de fazer algo que una em vez de separar se perde

Aí há um grande problema. Porque só pode haver verdadeira união quando todos comungam da mesma verdade. Do contrário pode haver tolerância, mas não união.

Dessa forma, o blogue só servirá à causa da união se disser a verdade em vez de “tentar diplomacias”. De agregar de diferentes “verdades” em busca de uma mesma espiritualidade (como ele pretende com a empreitada) não sairá nada. Podem haver diferentes pontos de vista sobre um mesmo fato, ou maneiras distintas de contar a mesma história, ou postulações diferentes da mesma realidade transcendente. Vamos bem. Mas quando há discrepância (muitas vezes frontal) isso é inconciliável.

Podemos entender o paraíso do Islã com suas 69 virgens como uma alegoria do prazer contido na felicidade eterna que o Cristianismo crê. Podemos entender Shiva e Visnu como metáforas da sociedade humana — e eu as uso com frequência — e Brahma como o Deus único. Mas há questões inconciliáveis.

Um muçulmano declara que o “Verbo Divino” se revelou no Corão. O Corão é o “Verbo feito Livro”, em uma analogia ao cristianismo. Para os Cristãos, a Revelação do “Verbo Divino” é a pessoa de Jesus Cristo — quem, para os islâmicos, é apenas um profeta. Isso é inconciliável. Não dá para alcançar uma união com essa radical diferença. O que não implica que não possa existir tolerância ou convivência pacífica.

No mais, se o que ele busca é um cerne transcendente semelhante, boa busca. Recomendo as leituras de René Guenon e Fritjof Schuon, cujas obras nunca li, mas sei que tratam exatamente disso.

O erro existe. Existe verdade e existe erro. A própria oração de São Francisco, que tanto lhe agrada, apela: “onde houver erro, que eu leve a verdade”. Ignorar isso é furtar-se a fazer o bem ao seu semelhante, é deixar de amar.

E amar, ainda que com chicotadas ou palavras duras (como fez o Amor feito carne), é para mim — e para todos os cristãos — o maior mandamento.

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iubilate Deo

Canto gregoriano, Tempus Paschale, a pagina 227 del libro Graduale romano, offertorio JUBILATE DEO UNIVERSA TERRA, cantore Giovanni Vianini, direttore della Schola Gregoriana Mediolanensis, Milano, Italia, www.cantogregoriano.it, visione dello spartito e immagini correlate, trascrizione in partitura notazione quadrata ing. Ambrogio DeAgostini

Oggi è la quinta domenica de pasqua. Alla messa de oggi, quando si canta il gregoriano, è cantato questo canto, all’offertorio. 

And since I don’t speak Italian, I can’t say anymore. Italian readers, please correct my short description :)

Posted via email from MVSICA

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