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Archive for abril \19\UTC 2010

Filtro de comentários da Folha #FAIL

Quando a paranoia de evitar linguajar chulo evita palavras importantes
no debate.

Ou: “Que mente suja, Folha! Vê putaria em tudo!”

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Feliz aniversário, Bento XVI

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Avenida Atlântida

Enquanto o Rio se afunda em prejuizos e águas de chuvas, de maré e do
choro daqueles que perderam casa, amigos e parentes, os políticos
ficam com uma postura melhor do que o habitual, mas ainda assim ruim.
Afirmam as falhas da cidade mas se preocupam em se eximir de
culpabilidade e falar que é demagogia e oportunismo atacá-los agora.
De outro lado, opositores fazem de fato demagogia e oportunismo, mas
não podem ter o seu direito de criticar uma falha de gestão real
tolhido.

Estando a morar no Rio por sequer 6 meses, não tenho muito a dizer.
Estudei um pouco da história da cidade nos meus primeiros dias por
aqui. Minha paixão pelo Rio merecia ser transformada em amor maduro,
que conhece e estima, agora que a Cidade Maravilhosa se tornou a minha
casa. Nisso, nutri uma admiração profunda pelo Carlos Lacerda, um
homem que parecia amar de verdade o Rio de Janeiro e fez tudo o que
pôde pela urbe fluminense. Ganhei do ex-prefeito César Maia, um homem
público com muitos méritos e muitos deméritos, uma obra fantástica
sobre o Lacerda governador, que ora leio com gosto.

Fecho o parêntese. É fato que um homem público como o Lacerda é coisa
dificílima de se encontrar. Temos que agir de forma a tirar o melhor
possível dos oportunistas que se revezam no trono governamental.
Fazemo-lo criticando, apontando falhas, fazendo barulho, de forma que,
por vergonha, crédito à própria reputação ou sobrevivência política,
corrijam os políticos as falhas que cometem.

Neste momento eu tenho que bater numa tecla incrivelmente clichê. E eu
odeio clichês.

Obras de estrutura são necessárias, mas não aparecem e não dão voto. O
volume de chuvas foi irreal, é claro, mas o alagamento que vimos foi
igualmente irreal. Os asfaltos das ruas são incrivelmente irregulares,
não facilitando o escoamento. Há inúmeros bueiros entupidos, ou são
insuficientes. As galerias pluviais não tem o tamanho necessário.
Qualquer chuva mais forte e mais longa alaga certos pontos da cidade,
que todos sabem quais são. Aqui em Botafogo, a Voluntários da Pátria
vira um rio. A Praça da Bandeira, no centro, vira um lago. Todos sabem
disso.

Botar a culpa no Paes? Justo. Merecem também a culpa César Maia e
Conde, Marcelo Allencar, Jamil Haddad e Saturnino Braga. Todos os que
governaram esta cidade e relegaram ao segundo plano o necessário
invisível. Mas vivamos com as armas que temos. Critiquemos o
incumbente. Não dá para ficar num sebastianismo carioca, esperando
Carlos Lacerda num cavalo branco brandindo um plano para o Rio. Mas
podemos esperar uma política mais digna. Torço por isso.

Enquanto isso, podemos restaurar a marchinha:

Rio de Janeiro,
cidade que nos seduz,
de dia falta água,
de noite falta luz

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Não comprem um Fiat!

Repasso mensagem de meu amigo Thiago Serra.

———- Forwarded message ———-
Boa noite a todos,

Estou mandando este e-mail porque me sinto feito de idiota pela Fiat
depois de comprar um Palio zero e já ter ido duas vezes para a oficina
tentar resolver um problema de infiltração. Segue o link da reclamação
no reclameaqui.com.br, mas eu colei o texto todo depois dela pra ter
certeza que o máximo de pessoas poderá lê-lo. Alguns de vocês eu não
tenho tido muito contato recente, e é uma pena, e não quero que nenhum
de vocês passe pela dor de cabeça que estou passando com essa
empresinha.

http://www.reclameaqui.com.br/564928/amazonas-leste-ltda/palio-novo-molha-o-p…

O primeiro carro novo a gente nunca esquece. Principalmente quando
logo no segundo dia você descobre uma infiltração que deixa o tapete
do passageiro submerso. Aliás, uma infiltração companheira: ela não
abandonou nosso Palio mesmo depois de duas idas à oficina, de muitas
horas perdidas de sono e de trabalho e de várias ligações confusas ao
atendimento da Fiat.

Na primeira vez, eu ainda imaginava que aquele vendedor sorridente e
disposto a fechar negócio daria um jeito de me ajudar. Eu liguei para
ele, expliquei como foi chato o que aconteceu e como eu iria ter
problemas se ficássemos sem carro durante o conserto, mas o máximo que
consegui dele foram dois números de atendimento e a informação de que
não poderia fazer mais nada pra me ajudar.

Como funcionam esses números? Bem simples: um serve pra botar a culpa
no outro. Depois de algum tempo, as regras ficam claras: primeiro você
leva o carro pra arrumar com a ajuda de um deles (o do atendimento da
Fiat) e só depois que você ficar na rua por ter deixado o carro no
conserto é que você liga para o outro número pra eles avaliarem se te
dão ou não um carro reserva (o serviço Confiat), o que pode levar até
3 dias para acontecer.

Comprei esse Palio na concessionária Amazonas da avenida Sumaré (em
São Paulo), que não me ajudou em nada e era longe pra deixar o carro
no conserto. Liguei em outra revenda, a Sinal da Bela Vista, que era
mais perto de casa e na qual me disseram que não tinham espaço pra
pegar carro com infiltração naquela semana. Resolvi, então, tentar um
outro lugar, no qual eu não precisaria esperar o carpete de meu Palio
novo mofar, e fui até a Itavema, de Santo André, onde ao menos poderia
pegar um carro emprestado de um familiar.

Assim que devolveram o carro, peguei outra chuva e, para minha
surpresa, novamente o carro ficou cheio dágua. E não apenas isso, como
agora o filme do vidro possuia buracos. Me ligaram da Fiat para
avaliar o serviço com uma nota de 1 a 10. Dei ZERO. Me ligaram da
Itavema pra saber o motivo e eu expliquei. Algum tempo depois, o
funcionário que recebeu a nota baixa me ligou pra que eu mudasse minha
avaliação dele, porque iria prejudicá-lo. E eu com isso? Fiquei uma
semana com carro emprestado, perdi 4 horas pra levar o carro na
concessionária em horário comercial e, ao final de tudo, tinha um
Palio no qual entrava água e um mecânico querendo tirar satisfação
comigo.

Voltei à Amazonas pra falar com a Andrea, a gerente de novos, e o
Laércio, que vendeu o carro. Primeiro conversei com o Laércio sobre a
situação e lhe disse que queria trocar o carro. Ele disse que tudo
bem, mas que ele teria que avaliar o carro pra saber quanto ia me
custar trocar por outro novo. Parece piada! Depois de ver que não
chegaria a lugar algum com a gerente, liguei para o Procon dali mesmo,
o que foi bem difícil porque ela ficou dizendo ao fundo que eu estava
mentindo, atitude um tanto insólita vindo de uma profissional. O
atendente do Procon foi solícito e me disse que eu precisava de duas
ordens de serviço decorrentes do mesmo problema pra pedir a troca ou a
devolução. Deixei o carro para consertar lá na Amazonas por falta de
opção. Quanto ao filme com buraco, eles ainda queriam cobrar para
trocar, então deixei quieto. Nós só queríamos que isso se resolvesse
pra continuarmos nossa vida, que já é bem corrida com trabalho todo
dia e pós-graduação ocupando várias noites da semana.

Recebemos o carro de volta no mesmo dia e passei 2 meses temendo pegar
uma boa chuva. Eis que ela veio nesse feriado e, de novo, tenho um
carpete molhado. Fizemos a opção de comprar um carro novo para não
termos problemas com oficina, mas esse Palio deu mais problema do que
muitos carros usados. Liguei para o vendedor pra agradecer por todo o
apoio que recebi depois que ele teve a comissão dele, aproveitei para
avisar que agora sim vou ao Procon. Também liguei para a Fiat
esperando alguma sensatez, mas não é isso que se obtém de atendimentos
telefônicos que dependem do humor do atendente.

A história é mais longa do que isso, mas para entrar em todos os
detalhes seria necessário muito mais do meu tempo e do tempo de todas
as pessoas que espero lerem isso. O que recebi da Fiat em troca de
confiar na marca foi desrespeito. Não pretendo transformar novamente
os ganhos do meu trabalho em um patrimônio feito de qualquer jeito por
uma empresa que trata um problema desses como algo banal e sem
importância. Só quero meu dinheiro de volta pra comprar um carro que
possa pegar chuva: seja Ka, Celta ou Gol. Mas Fiat, nunca mais!

Comprova-se mais uma vez que a máxima é verdadeira: “FIAT – Fui
Iludido, Agora é Tarde”.

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Tobackspfeife

Bach – Aria ''Sooft ich meine Tobackspfeife'' BWV 515aKlaus Mertens, baritone
Ton Koopman, harpsichord

Encontrei esta incrível performance no blogue "A Espectadora", da "Tanja Krämer", que deveras recomendo.

This post should have been written in German, but since I don't know a word of German (apart from musik), it's being written in English and Portuguese. But I really haven't got much to say, except that I really liked the moustache guy with the pipe. First verse follows.

Sooft ich meine Tobackspfeife,
Mit gutem Knaster angefüllt,
Zur Lust und Zeitvertreib ergreife,
So gibt sie mir ein Trauerbild –
Und füget diese Lehre bei,
Dass ich derselben ähnlich sei.

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Follia

Guitarist Cem Duruoz plays Mauro Giuliani's Op. 45 Folias (Folies d'Espagne) variations. From a 2003 performance at the Presidio Chapel in San Francisco.

Hi folks, this is the first issue of MVSICA, a blog about great music. A post a day, a great tune a day. Mostly antique, forgotten treasures. But it's not restricted to it. And MORE:

Anyone can contribute easily. Post a song to me. If it's great (on my own reasoning, sorry!), it will be posted as soon as possible. How to do it? Just attach a music or a video to an email, and post it to post@musarum.posterous.com. You can also put an youtube or vimeo link. Policies:

– The subject must be descriptive about the song, preferrably its name. I am breaking the rules right now!
– Please write on the first line the title, the composer and the performer names.
– If it's a video link, put it right after this.
– You can write about the song afterwards, in any language, Klingon included.

Thanks for the visit, and have a great Easter.

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