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Archive for setembro \30\UTC 2004

Como eles conseguem acreditar em tanta mentira?

O tão odiado (e odioso) George W. Bush tem 50% das intenções de voto nos EUA, sendo assim (obviamente) o primeiro nas pesquisas. O tão amado (e amável) Lula tinha bem menos que isso no primeiro turno da eleição em que foi eleito. Será que Bush é tão odiado assim?

O ódio ao Bush é muito mais visível na França (país onde Fahrenheit 9/11 fez um sucesso estrondoso), no Brasil, do que nos EUA. Não fosse assim, ele não teria metade das intenções de voto. Ah! Já sei, é que os americanos são todos burros, né? Vai ver que por serem burros é que eles são a maior potência do mundo…

Não sou pró-Bush nem anti-Bush. Isso são apenas fatos.

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Como ler um livro (ou a arte de ler)

Estou lendo o livro “How to read a book” ( compre na Amazon ). Embora só tenha lido os cinco primeiros capítulos, ele já me ensinou técnicas de leitura rápida e dinâmica, conhecimentos a respeito de alguns assuntos entre outras coisas.

É realmente muito bom. Há duas traduções para o português, uma chamada “como ler um livro” e a outra “a arte de ler”. Não as vi ainda.

Bom, é só isso. Até mais.

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Olga II e o Custo Brasil

Olá, escrevi um post sobre o filme Olga há alguns dias. Existe algo muito melhor, sobre o bom, o justo e o melhor para quem quiser ver uma análise moral do filme, área em que ele também não presta.

Hoje, o professor Buzato , que também é meu chefe (na verdade chefe da chefe do meu chefe) no CCUEC, estava conversando com os alunos antes da aula. Ele estava comentando sobre leis em geral, sobre como são as leis em países europeus, sobre law enforcement (garantia do cumprimento das leis) e falou sobre leis de trânsito no Brasil.

Ao que parece, ele foi multado porque seu carro ocupou menos de 10cm de uma faixa de segurança (carros que quase me atropelaram na faixa nunca foram multados). Ele falou que não recorreu, e chamou isso de “custo Brasil”, o que se paga, o custo de vida de viver aqui. E contou uma história ocorrida com um amigo dele na Europa, acho que na Inglaterra.

O cara passou em um sinal vermelho às 2:00 da manhã. Foi multado e chamado à julgamento (parece que todas as multas levam a julgamento). Quando ele foi depor, adivinha quem estava lá? O guarda que o multou. E adivinha para que? Para defendê-lo! Ele depôs dizendo que o multou, mas como a rua estava vazia e ele estava em baixa velocidade, não colocou em risco nada e não atrapalhou o trânsito. A multa foi cancelada.

Perceba como há coisas a se perceber nisso: o guarda, independente de qualquer juízo pessoal, cumpriu o seu dever: multar o motorista. O mesmo guarda, como cidadão e testemunha, através de um juízo pessoal, foi defender o mesmo motorista. Ou seja, ele cumpriu o seu dever E garantiu que não se aplicasse uma punição para um acontecimento que não atrapalhou em nada a vida de ninguém. Entre outras coisas, como dar ao réu a possibilidade de se defender pessoalmente perante um juiz, havia um enforcer trabalhando às 2 da matina, entre outras coisas que só vemos em países civilizados.

O professor continuou comentando, que no Brasil, até descobrir o moron, o bezóide* que o multou, ia perder um tempo formidável. Preferiu arcar com o “custo Brasil”. E falou que o brasileiro adora a lei de Gérson.

De posse do comentário moral sobre o filme Olga, e sobre o fato citado pelo meu professor, posso fazer uma pequena especulação. Sempre afirmo, principalmente a meus amigos católicos (aos quais isso deveria parecer natural), que devemos trabalhar para mudar as pessoas e não o sistema. Daí faço uma pequena provocação. Será que uma mudança no sistema, uma política econômica keynesiana, a revolução que meu caríssimo amigo Artur fala que trará tanto bem a nós (depois comento sobre ele, em um post que estou enrolando para fazer mas ainda farei), ou mesmo o fome zero conseguem mudar a idéia de “levar vantagem em tudo”, de se sobrepor ao outro, da vida egoísta? Porque então, na Inglaterra e nos EUA, neoliberais, sem revolução, sem fome zero, sem nada disso as pessoas respeitam muito mais as leis pelo respeito em si? Já aviso que não sei a resposta, mas fica a provocação. Continuo defendendo que devemos mudar pessoas, e não política ou economia.

Bom, quem leu meu último post sabe que eu li a última Primeira Leitura . Recomendo fortemente, pois o número está muito bom. Além do artigo sobre o gramscismo ao qual eu me referi na carta, há um artigo muito bom sobre justiça e ataques ao ministério público do professor da Unicamp Roberto Romano , um artigo sobre o aumento absurdo do PT, um artigo que não considerei tão bom, mas bastante elucidativo (para quem sabe ler entrelinhas) do ex-ministro da educação Cristóvam Buarque, e outros artigos muito bons. Até o Caio Blinder, de quem não gosto tanto, me agradou nessa revista. Compre, pegue emprestada, leia no site, porque está muito boa mesmo.

É isso, post longo, mas beleza. Muito obrigado pela leitura e até mais!

* bezóide é uma gíria da engenharia de Computação da Unicamp, e diz respeito aos alunos que optam pela modalidade AB (daí bezóide), que trata de sistemas e processos industriais, dada pela FEEC. O Buzato é professor do IC, instituto responsável pela modalidade AA (que também tem os seus azóides, como eu) e estava logicamente tirando uma com a cara de nossos colegas que optaram pelo caminho mais fácil (just kidding) para se formar.

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Carta enviada à revista Primeira Leitura

O PT e Gramsci

Sr. diretor,

fiquei muito satisfeito (porque feliz não tinha como ficar) com o artigo sobre a influência gramsciana no PT do sempre certeiro Reinaldo Azevedo. Só há duas críticas a fazer: o artigo deveria ser a matéria de capa da edição, e a análise de que “trair” o ideário era parte do jogo já foi feita em diversas ocasiões por Olavo de Carvalho.

A provocação de Reinaldo é factual. Quase ninguém conhece Gramsci além das vespas que pretendem engendrar seu projeto do “Príncipe Moderno”. E, aqui no Brasil, poucos lêem jornalistas como um Reinaldo Azevedo, um Diogo Mainardi, um Olavo de Carvalho simplesmente porque “são de direita” (como pude perceber, inclusive, nas críticas a esse último na seção de cartas da mesma edição). É o ciclo vicioso do gramscismo. A hegemonia do partido começa a se estabelecer, nasce o preconceito contra as idéias opositores e assim, ela se torna mais abrangente e universal.

Ficam aqui minhas parabenizações e meus agradecimentos por esse tão importante artigo.

fim da carta

Para quem quiser ler algo sobre o gramscismo e o PT, recomendo, além de “Maquiavel, a política e o estado moderno” do próprio Gramsci, o segundo capítulo de “A Nova Era e a Revolução Cultural”, do Olavo de Carvalho, em versão online

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Algumas fotos

Estava vendo algumas fotos do Antivilo e gostei muito de algumas. Primeiro, para passar sede, escolhi duas

fratelli vita
. Das de que eu mais gosto. Essa foto dá bastante sede e vontade de beber água, o que é bastante saudável.

garrafa bonita
. Gostei dessa.

E também gostei de duas fotos de Santos. A primeira é a esquina da Epitácio Pessoa com a Oswaldo Cruz. Perto de onde eu moro e mais perto ainda de onde estudei.

Esquina conhecida!

A outra é uma foto que nem parece Santos, tirada no centro da cidade. Parece até uma cidade européia, muito boa. Parabéns para o Antivilo por essa foto

Santos européia 🙂

Até mais!

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Olga

O filme “Olga”, da Globo Filmes me fez jogar R$7,00 pela privada e ainda a entupiu. Não presta.

A idéia do filme é mostrar a história da judia comunista alemã Olga Benário (Prestes), guarda-costas de Prestes (e posteriormente por ele se apaixona), que é deportada para a Alemanha durante o governo Hitler (lá, e o governo Vargas aqui), grávida, e lá é remetida para um campo de concentração, onde morre.

Bom, é uma história real, existe um livro sobre isso, do Fernando Morais, e até aí acho que todo mundo sabe. O que acontece é que o filme tem sérios defeitos que irritam.

O mais gritante é o das línguas. O filme se passa prioritariamente em português, com frases soltas em alemão e russo. E você não imagina quanto isso foi idiota no filme. Preste atenção nessa cena. Nasce a filha de Olga. A enfermeira fala: “es ist ein Mädchen”, ou algo parecido (é uma menina). Olga (que é alemã) responde: “uma menina, deixe-me pegá-la!” (isso mesmo, em português). A enfermeira (a mesma) responde: “aqui não permitimos esse tipo de regalias” (em português também). Meu, isso ou é um tremendo erro, ou uma tremenda idiotice.

Há também incoerências históricas, anacronismos. O mais gritante é a Gestapo (polícia nazista) falar que a mãe de Olga é uma “boa alemã”. A mãe de Olga, tal como ela, é judia. E os judeus eram perseguidos pelos nazistas (tanto é que a mãe de Olga também morre num campo de concentração). Outro erro é colocar o pai de Olga como “Dr. Benário”. O sobrenome alemão de Olga não era Benário. Ela adotou essa \’pronúncia\’ ao vir para o Brasil.

E não é só isso. Um festival de péssimas interpretações. Camila Morgado está péssima, tendo a mesma expressão facial ao estar triste, feliz, apaixonada, revoltada. Só em uma cena que isso difere. Caco Ciocler (que faz Prestes) tem uma atuação melhorzinha, mas ainda sem expressividade. Osmar Prado (que faz Getúlio Vargas) é o melhor ator do filme, e atrás dele tem Fernanda Montenegro e os figurantes nazistas (que são melhores que todos os outros atores).

Segundo uma amiga minha, entendida de cinema, as câmeras estão péssimas, quase todas mal posicionadas. Bom mesmo foi cenografia e trilha sonora (do genial Marcus Viana, autor de trilhas como “O Clone”, “Rei do Gado”, e líder do Sagrado Coração da Terra). E só.

Outras coisinhas. Que Olga seja idealizada, até é inteligível, ela é a heroína do filme. Já Filinto Muller é mostrado como o “estereótipo do sádico”, ou em outras palavras “como sou mau!”. Getúlio Vargas é mostrado como o estereótipo do tirano mau, e não do governante que anseia por (mais) poder, ou por não perdê-lo, o que é diferente.

Ou seja, não veja o filme. É uma dica. Na dúvida, veja o que o Otto falou sobre o filme “Nem que a Vaca Tussa” e siga essas dicas para Olga.

É isso. Até mais! Grato pela leitura.

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Esqueci de colocar o endereço

Até lá, visite o meu blog atual

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