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Archive for novembro \06\UTC 2004

Sócio-construtivismo: uma apaidéia

O meu último post está horrível. Não pelo conteúdo, nem pela escrita, mas pela articulação. Não que não sejam articuláveis os temas, mas eu não o soube fazer.

A idéia é que para os brasileiros lerem melhor, será necessário extirpar essa idéia de preconceito lingüístico e, se os brasileiros lessem melhor, provavelmente haveria um equilíbrio maior entre bushes e kerries. Haveria mais bushes do que hoje já que, existem claramente alguns nacionalistas enragés, daquele tipo que vota no Dr. Enéas, anti-imperialistas defensores da nação. Lessem bem, veriam que Bush é melhor para o Brasil e o apoiariam. E veriam também, se verificassem que presidentes dos EUA tomaram que atitudes, que os democratas são, historicamente, os imperialistas. Outras razões poderiam fazer uma pessoa preferir o Kerry, mas o nacionalista brasileiro deveria preferir o Bush.

Se bem que a falta de preconceito lingüístico não é a única culpada. Vejo o socio-construtivismo, talvez o pai da teoria do preconceito lingüístico, como principal responsável.

O socio-construtivismo preocupa-se em não excluir o aluno. Dessa forma, não se deve avaliar, já que é um instrumento de dominação do professor sobre o aluno fazê-lo. Se o aluno não está aprendendo é porque ele não está adaptado, está se sentindo excluído. Valha-me Deus! E tem mais, deve-se fazer o aluno questionar todos os valores pré-existentes, obviamente segundo uma ideologia pré-estabelecida (que foi ensinada às “tias” em nossas escolas de pedagogia, por ideólogos-doutores), antes mesmo de aprender a ler. No máximo durante esse aprendizado, e isso é o mais importante: dar a tal da “visão crítica” para o aluno, que não vai lhe servir de nada, já que essa visão é unilateralmente crítica e, sendo um analfabeto funcional (se o aluno for bom e conseguir galgar o sufixo “funcional”) o rapazote (ou rapariga) não vai conseguir ligar A com B.

Não é preciso dizer que o socio-construtivismo é uma arma eficaz para transformar a população em uma massa disforme plena e fácilmente moldável aos gostos dos mesmos que lhes imputaram essa teoria (anti)pedagógica.

Viva os professores tradicionais, viva a tia Dalva, viva os que não são amigos mas mestres, os que impõem mas educam, os que não doutrinam mas formam. O professor que está preocupado em ensinar o seu conteúdo sem ideologizar os alunos é a única esperança da nação.

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Bush, Kerry, Tia Dalva e o Preconceito Lingüístico

Tia Dalva foi minha professora “tia” na primeira e na segunda série. Eu a adorava. Lembro de um episódio em que ela falou mais ou menos assim:

As crianças falam errado e os pais não corrigem. Por exemplo, quando uma criança vai a um parque, vê um pato e diz \’olha o plato\’, os pais acham bonitinho e não corrigem. Com isso, a criança fica falando errado e não aprende“. Olhe só, uma professora primária que tem muito mais conceitos sobre a nossa língua que muito professor universitário. O fim do preconceito lingüístico culminará no fim da língua. Se você não sabe o que é o preconceito lingüístico, dê uma olhada no que Fernando Aires escreveu sobre Preconceito Lingüístico , ou o livro “Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz”, que é o principal estopim dessa discussão no Brasil.

Pois bem, esse “respeito às diferenças” acaba levando ao Brasil ficar em último lugar em um teste de leitura feito com estudantes de 32 países.

Falando em Brasil, dever-se-ia estar fazendo festa aqui pela vitória de Bush. O grande sucesso alcançado pelas exportações, mérito de algumas pessoas do governo e de nossos capitalistas, principalmente os do agrobusiness, é a fonte de nosso superavit (não sei se isso tem acento) na balança comercial. Pois bem, as exportações dependem de que os outros países (em última instância, seus governantes) estejam abertos ao livre mercado. Bush está, Kerry não. E como os EUA é um dos principais importadores de produtos brasileiros, a vitória de Bush é a garantia da estabilidade econômica brasileira.

O fato de que a maioria brasileira é pró-Kerry (das por volta de 500 pessoas que conheço, sei apenas de 4, além de mim, que torciam pela vitória de Bush) deve ser causado pela nossa incapacidade de leitura. Não de leitura em si, mas de articulação. Há algumas exceções, com crítica aceitável ao Bush. A maioria era pró-Kerry por causa de Michael Moore, Arnaldo Jabor e a maior parte de nossa mídia, que é anti-republicana. Alguns fazem crítica à escolha da suprema corte, ou à cadeira elétrica do Texas.

Sobre o Iraque, morreu na guerra lá menos gente do que no Rio de Janeiro no mesmo período. Bagdá é mais seguro para se viver que um morro carioca. Sendo assim, não considero válida a crítica sobre o Iraque. Para criticar a ação norteamericana no Iraque, deveria ser primeiro criticada a situação brasileira. Além disso, há um blog chamado Iraq The Model com relatos de iraquianos de como o Iraque é um lugar melhor para se viver agora, e de como eles eram tiranizados por Saddam e pelos franceses.

A vitória de Bush no voto popular mostra que, para os americanos, Bush é uma boa escolha. Os brasileiros, analfabetos funcionais, escolheriam Kerry. Não sei, mas aposto que os iraquianos escolheriam Bush também. E, se essa história de preconceito lingüístico continuar, nossa nação será, a cada dia mais, analfabeta. Bom para os Kerrys brasileiros.

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