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Archive for agosto \18\UTC 2008

Should I have hissed her?

Exemplo idiota

Há algumas “dores e delícias” (pra começar citando “Caetano”) em ser audaz. Mas antes de continuar a ler, pare e leia isto aqui: http://julio-lemos.blogspot.com/2008/07/how-to-convince-groucho-marx-joining-my.html

Podemos tentar definir audácia de várias formas, a minha preferida, por ser abrangente o suficiente, é: “sair da zona de conforto por um objetivo”. Como disse o Christian num comentário no meu recente artigo B&C,”aos bons falta o ímpeto dos maus”. Discordo, e para cutucar o Leo de novo, eu corrigiria a frase para: “aos bonzinhos falta o ímpeto dos maus, que também é dos bons”. Como disse no mesmo artigo, o bonzinho não assalta um banco porque tem medo, o  bom porque não deve.

Farei aqui uma confissão pública: diversas atitudes torpes não foram tomadas de minha parte, não por senso do dever, responsabilidade, consciência do que é correto, mas por simples medo das conseqüências. Mas aqui não é confessionário, e nenhum padre me lê pra me dar o perdão sacramental. Vamos falar de atitudes moralmente neutras.

Demorei mais de 24 anos para aprender a andar de bicicleta. Aprendi há um mês, mais ou menos. Aprendi naquelas… Hoje, saindo de casa para fazer a barba e dar feliz aniversário pessoalmente à Izabel, antes de viajar para Porto Alegre (viagem que seria posteriormente cancelada), lembrei que havia aprendido a andar de bicicleta. Só havia feito trechos curtíssimos, e muito dentro da zona de conforto, tirando as duas primeiras vezes que tentei. Hoje, estava com um pouco de pressa, tinha pouco tempo, e resolvi pegar a bicicleta (na pior das hipóteses, eu vou carregá-la na mesma velocidade em que ando). Corri alguns riscos, a bicicleta tombou algumas vezes, uma boa parte do percurso eu nem tentei fazer (subidas muito íngremes, ruas movimentadas), mas a tímida audácia valeu a pena. Ganhei um tempo preciosíssmo que me faria falta.

Mas digo, não aprendi a andar de bicicleta todo esse tempo por dois medos: dos tombos e da vergonha. Passei um pouco de vergonha, me ralei um pouco (e foi bem pouco) no começo, mas o saldo é positivo.

A audácia é necessária. Num artigo recente sobre liderança do “The Art of Manliness” (a arte da macheza) — blogue excelente recomendado-me pelo Zé –, é dito com todas as letras: não é um líder quem não arrisca. Ou, em bom português, “quem não arrisca não petisca” (em bom inglês: nothing ventured, nothing gained).

Duas coisas são importantes no caminho da audácia: o sucesso e o fracasso. Parece óbvio, mas cada um é importante em um aspecto. O sucesso para manter a motivação, se somos audazes e fracassamos sempre, voltaremos à nossa medíocre zona de conforto. O fracasso para não nos assoberbarmos nem nos acharmos super-homens. Na medida em que somos audazes e conseguimos cumprir nossos propósitos sempre, podemos desenvolver um comportamento temerário.

É importante tomar um não no pedido de emprego, tomar um tombo de bicicleta, ver algo que tinha tudo pra dar certo dar errado, porque mantém nossos pés no chão. Mas tentando ter uma audácia mais firme e virtuosa a cada dia, eu vejo que vale a pena. A raiva, a dor, a sensação de impotência, isso é passageiro. Os ganhos para a alma são eviternos. A cojer las cuerdas y picos, aquela coisa toda…

***

Meus artigos, por uma coincidência — ou, pelo menos, de forma não planejada — vêm num crescendo nesse tema. Primeiro sobre a coragem, depois sobre a ousadia e o ímpeto e, agora, sobre a audácia. Ainda mais depois de ler o artigo do Julio, com a “jaculatória” de Hernan Cortez no fim. Esse é um tema muito importante para qualquer um que queira ser mais que morno, mais que bonzinho, mais que cumpridor das regras. A audácia é algo que nos torna (os homens) verdadeiramente viris e, no âmbito antrópico, plenamente humanos

Aproveito para um comentário marginal. Em uma campanha política, é preciso audácia também, e o César, candidato a vereador (e amigo meu) está cumprindo com isso. É preciso coragem para enfrentar as adversidades e ousadia para encarar situações novas, ainda mais apenas com o dinheiro de doações de amigos e obedecendo à lei eleitoral (não obedecê-la ajuda muito). Sim, eu forcei a barra só para recomendá-lo como candidato a vereador em Campinas, mas não é só isso, é claro. Audácia tem, e muito, a ver com a sua campanha.

Por fim, voltando, um outro escrito meu que talvez valha a pena a releitura, com a nova visão sobre coragem, ousadia e audácia, ainda mais em tempo de olimpíadas e eleições, é o “Vencer e Perder“. Se tiver um tempinho, dê uma conferida. Obrigado por me ler e até mais!

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Vídeo do 17. (Agosto)

Caros,

Começo hoje uma idéia nova, que é o vídeo do 17. Todo dia 17 (porque é meu número da sorte) postarei aqui um vídeo do youtube, ou de outro site, que eu ache interessante, engraçado, ou outra coisa qualquer. Começamos agora, agosto de 2008. O primeiro é o Hermanoteu na Terra de Godah, dos Melhores do Mundo, que é engraçadíssimo. Principalmente a parte que fala de Moisés, aquele estadista!

Bom dia 17, obrigado por me ler e até mais.

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