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Archive for dezembro \29\UTC 2004

Privatização é coisa de socialista

Hahaha! Achei engraçado o título. Querendo achar o texto, aliás muito bom, do Júlio Belmonte sobre privatização da água, procurei no google ‘privatização da água’ achei um monte de textos estilo CMI: “as vítimas do processo de privatização da água”, “os apetites neoliberais pela privatização da água”, “abaixo-assinado contra a privatização da água”.

Achei que tinha visto o texto em um blog chamado “O liberal” ou algo parecido, aí eu procurei por ‘privatização da água liberal’, e foi aquela festa: séries de sites e mais sites com uma argumentação estilo PSTU sobre a desertificação neo-liberal no Brasil (essas últimas palavras formam o título de um livro do professor Ricardo Antunes, para que pessoas como Fernando Jorge não me acusem de plágio). Divertimento puro. Troquei liberal por blog e achei o texto, cujo link vai aí: http://juliobelmonte.blogspot.com/2003_07_28_juliobelmonte_archive.html

Só posso chegar à conclusão que privatização é coisa de esquerdista. Tente http://www.google.com/search?q=privatizacao+da+agua

Até mais!

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Pesquisa Nazista

A mesma ideologia que cometeu atrocidades sem par* foi uma das que mais colaborou para o avanço da medicina: o nazismo. Graças ao nazismo, temos hoje, por exemplo, o advento dos transplantes.

Digo isso não por ser favorável ao nazismo, sou radical e intransigentemente contrário. Mas não posso deixar de negar suas contribuições para a medicina.

Ninguém deseja o nazismo (exclua disso que eu falei os neonazis). Ninguém? Tem gente que pelo bem da medicina toparia as propostas nazistas de usar as “raças inferiores” como cobaia.

Outrora composta por negros, judeus e gays, a “raça inferior”, hoje, são os fetos. Além da tentativa de impetrar na lei o direito de assassiná-los simplesmente por serem indesejados, agora querem usá-los como cobaias “pelo bem da ciência”.

As pesquisas com células-tronco embrionárias é imoral e, não fosse a desinformação reinante, qualquer pessoa sentiria repugnância a essa idéia. Pesquisas com seres humanos inconiventes como cobaia são coisas que só o nazismo* conseguiu realizar. Os nazistas, pelo menos, tinham a coragem de olhar na cara dos dissonantes, e enfrentar a sua revolta. Hoje, não é necessário nem esse sangue frio. Os fetos, por incapacidade, não reclamam.

O mais irônico é que muitos dos adeptos da causa abortiva e da pesquisa com células-tronco embrionárias são os defensores dos “direitos humanos dos animais”, que são contrários à pesquisa com macacos, ou mesmo, à ingestão de carne (posso me explicar mais delongadamente àqueles que questionarem o meu vegetarianismo, não cabe falar disso aqui e agora). A colocação de um macaco ou de um boi em uma posição mais humana que a de um feto, somente porque o último ainda não foi parido, é totalmente ilógica.

É horrivelmente triste que essa faceta do nazismo se torne cada dia mais popular entre os jornalistas e cientistas. Pare, pense, e eu lhe serei muito grato. Até mais.

* quando restrinjo certas coisas ao nazismo, pode extendê-las ao socialismo marxista do século XX, cujas únicas diferenças ao primeiro foram o número de mortos (150 vezes mais), a razão de discriminação (o nazismo discriminava por raça, a ditadura do “proletariado” por classe social e situação econômica), repercussão na imprensa (o marxismo pode hoje ser professado em público enquanto o nazismo é proibido) e a abrangência (o nazismo era restrito a uma nação, o marxismo leninista tem como pressuposto a sua internacionalização expansionista).

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Ponto positivo para o Stella Maris

Estava dando uma olhada em algumas comunidades no Orkut, e tinha uma “Idade Média, idade da luz”, que pretendia combater o preconceito contra a idade média. É patente o consenso preconceituoso de que a Idade Média foi idade das trevas. Esse erro, comentido por milhares de bacharéis, mestres e doutores, foi-me extirpado quando ainda ginasiano.

Lembro até hoje de minha professora de história da sexta série, a professora Arlete, que logo antes de começar a falar de Idade Média disse: “A Idade Média é conhecida como a Idade das Trevas, isso não é fato, estudos mostram a grande produção científica e cultural da época”.

Já meu professor do colegial, mais preocupado com suas ideologias do que com a História, focou as aulas sobre idade média (advinhem!) na Inquisição e no Feudalismo. Ao falar da fogueira da Idade Média, ele esquecia-se dos campos de concentração criados por sua ideologia, que matavam por dia, o que a fogueira matou em alguns séculos.

Ponto positivo para o Stella Maris. Obrigado por me ler, e até mais.

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Leitura Edificante

Talvez não fosse postar hoje, mas ao ver que havia comentários por aqui e, sim, que pessoas estavam lendo, mudei de idéia.

Alguns amigos estão a me dizer que Olavo de Carvalho “está me fazendo mal” ou que “está me tornando um direitão”. Mas lendo “O Imbecil Coletivo” (livro que recomendo fortemente), descobri que o Olavo não está “me tornando” nada. Na verdade só está embasando convicções que eu já tinha.

Não sei se isso se deve à educação católica, à “família conservadora”, ou simplesmente a um bom senso de lógica. Mas confesso que ao ler Olavo de Carvalho leio o que quero ler (no sentido de “ouço o que quero ouvir”).

Por exemplo, sempre achei um absurdo a “Casa da Mulher Negra” em
Santos ou a “Revista Raça”. Via isso como nada mais que um racismo invertido. Quando eu leio “Carta Imaginária ao Editor da Revista Raça” vejo confirmada minha hipótese.

Ainda no campo dos “preconceitos”, sempre achei estranho o
neofeminismo: nós homens temos que pagar a conta mas com “direitos iguais”. Eu pensava, ou um ou outro. Ou o homem cavalheiresco que não cuida das crianças, ou o cuidador de crianças que divide as contas. Olavo de Carvalho, não só compartilha dessa visão, como mostra as raízes do neofeminismo e o porquê de nós pensarmos assim no artigo “Carmencita Adormecida” que também é engraçadíssimo.

E tem várias outras coisas. Várias. É isso. Até mais. Valeu.

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Elaiofilia – Reflexões Gastronômicas sobre o Azeite

Sou apaixonado por azeites. Do tipo, sei reconhecer a procedência de um bom azeite por seu sabor (digo “um bom” porque todo azeite ruim tem gosto de azeite argentino) e às vezes até pela cor.

Por que digo isso? Há alguns dias comprei um azeite Carbonell extra virgem 500ml no Pão de Açúcar. É um azeite muito bom, mas não tão bom quanto o Carbonell Seleção Especial 250ml. Ontem fui prová-lo e ele estava perfeito. Sim, perfeito, idêntico ao melhor “Seleção Especial” que já tomei.

Você imagina o que é um azeite perfeito para mim? É algo muito raro, é 1 chance em milhares. E como é o sabor de um azeite perfeito para mim? Amargo e sem sabor forte de azeitona. A cor disso é mais ou menos o que descrevo a seguir.

Imagine dois vetores de cor. Um verde e um marrom. O azeite começa em uma coloração amarela e vai se tornando mais verde e/ou marrom. Quanto mais verde, mais forte o sabor. Quanto mais marrom, mais amargo. A cor ideal é algo entre o verde e o marrom. Marrom mais ou menos forte e verde médio. Se você quiser comprovar, faça o seguinte: vá a um supermercado que tenha os 3 tipos de Carbonell “Sabor Suave”, normal, e Extra Virgem. Veja que o sabor suave é bem amarelo, o normal um pouco mais marrom, e o extra virgem mais marrom e mais verde que o normal.

Os bons azeites portugueses, em geral, são mais marrons e pouco verdes. Os bons espanhóis, mais verdes. Os argentinos nunca vi passar de amarelo, mas os bons chilenos são plenamente verdes (nada de marrom). Os italianos são verdes demais, não gosto. Vi uma vez um azeite árabe, ou marroquino, não sei. Ele era bem amarelo. O grego (Mykonos) não lembro da cor, mas acho que puxava um pouco para o verde. Ou seja, os portugueses são mais amargos, os espanhóis tem um sabor mais acentuado de azeitona, os chilenos, nem um pouco amargos e com sabor bem acentuado de azeitona, os italianos, parecem azeitona e os argentinos têm gosto de óleo (tá, é um pouco melhor que óleo).

É isso. Chega de falar de azeite. Obrigado pela leitura e até mais.

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Olha o absurdo:

Fiquei sabendo hoje, de um amigo, que o ensino no COTUCA (Colégio Técnico da Universidade de Campinas) é fortíssimo, e o pessoal que sai de lá têm bastantes facilidades quando vêm estudar na Unicamp.

Até aí, nenhum absurdo. Acontece que o MEC, o nosso maravilhoso ministério, fez uma pressão para que o COTUCA reduzisse o nível de ensino, porque estava quase no nível da Fatec.

Se um colégio técnico está próximo do nível de um curso superior, não é porque o curso técnico é forte demais, é porque o curso superior é extremamente fraco. Mas o MEC não percebe isso. Absurdo.

Grato pela leitura e até mais!

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