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Archive for março \31\UTC 2005

Ah…

Não sei o que escrever.

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Convite a uma reflexão (e ao cinema).

Hoje é Domingo de Ramos. Estamos entrando na Semana Santa. Gostaria de refletir (e de convidar quem o quiser a fazê-lo também) sobre o significado do sacrifício de Cristo, da postura de Pôncio Pilatos, do sofrimento terrível, sobre a simbologia da cruz, e de toda ação de Jesus nos dias que antecederam a sua morte e ressurreição.

Também pretendo assistir a 3 filmes essa semana, os três vão passar na Casa do Lago :

A Paixão de Cristo (de Mel Gibson): só ouvi falar bem desse filme, e devo assistí-lo na sexta-feira santa (portanto, não na casa do lago). Ele vai passar segunda às 14h e terça às 16h30min
O Evangelho segundo São Mateus (de Pasolini): ouvi falar muito bem desse filme, mais pelo fator cinematográfico do que pelo fator cristão. De qualquer forma, assistí-lo-ei. As sessões são segunda às 16h30min, terça às 19h (devo ir nessa) e quarta às 14h.
A última tentação de Cristo (de Scorcese): eu não sei o quanto esse filme é válido, o plot me parece nada cristão, mas devo assistí-lo para não ter preconceito (e um conceito ruim não é um preconceito). Tem exibição desse segunda às 19h (devo ir), terça às 14h e quarta às 16h30min.

Também convido a, quem quiser, fazer um jejum e não uma bacalhoada na sexta-feira. Afinal, qual é o sentido místico de fazer uma refeição mais farta e mais saborosa na sexta-feira da paixão?

Grato pela leitura e até mais.

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Google e Folclore

Meu site é realmente fácil de achar. Uma procura no Google por desabafos fez-me encontrar um link para esses escritos na primeira página. Ademais, na procura por abafos, meu sítio é o primeiro da lista.

Um amigo meu recebeu um email nacionalista, cujo conteúdo era mais ou menos assim: “não diga net, diga rede; não diga mouse, diga rato;” e por aí ia… Eu adicionaria “não diga abajur, diga luminária; não diga sinuca, diga bilhar” e outras babaquices congênitas. Um outro grupo nacionalista publicou certa vez: “Rélouim? Só se for com doce de abóbora!”. E seguia algo como “valorize o folclore brasileiro”.

Esse purismo nacionalista é maravilhoso! Folclore vem de folk + lore: em inglês “contos do povo”. Então juntando as duas coisas, eu ainda adicionaria à lista desses nacionalistas: “não diga folclore, diga contos do povo”: algo totalmente desnecessariamente prolixo e pro+lixo.

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O mito da nação latinoamericana

No filme “Diários de Motocicleta”, e provavelmente isto está também em seus diários, Ernesto Guevara diz: “somos uma só nação latinoamericana”.

A apresentação da canção “Ao outro lado do rio”, tema do mesmo filme, foi realizada por um mexicano (Santana) e um espanhol (Antonio Banderas – que, diga-se de passagem, fez uma interpretação digna de Sidney Magal) na cerimônia do Oscar. Qualquer pessoa com um mínimo de sensatez achou isso uma palhaçada, inclusive o próprio compositor, o uruguaio Jorge Drexler, que ao receber a estatueta cantou a canção em forma de protesto.

O irônico é que a palhaçada teve como base o mito da pátria hispanolatina defendido por Che (o Guevara, não o Fernando Aires). Essa idéia acabou contribuindo com o colonialismo cultural, contra o qual o revolucionário pretensamente lutava (há muita controvérsia na especulação sobre os objetivos do pai da ditadura cubana). Para um norteamericano é muito fácil discriminar qualquer cidadão da “pátria latinoamericana” chamando-o de “latino” e enviando-o para o gueto adequado.

O incrível é como a língua sozinha consegue dar uma unidade tão forte que permita tratar como conterrâneos uruguaios, mexicanos e espanhóis, já uqe a única coisa que liga Banderas, Drexler e Santana é a língua. Enquanto isso, no Brasil, após ser destruída nossa identidade lingüística com Portugal, agora os paladinos contra o preconceito lingüístico querem acabar com a nossa identidade interna. Se falar “TV Globês” em vez de português já é ruim, separar a língua brasileira em “nortês”, “nordestês”, “inclutês”, “pantanês”, “litorês”, “paulistês” e “gauchês”, fora dialetos, é um absurdo sem tamanho.

É isso, me lembrem de falar sobre folclore. Até mais.

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