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Archive for fevereiro \26\UTC 2010

Temperaturas no Brasil

Frio, é relativo… Veja como se comportam baianos, mineiros,
cariocas, paulistas e gaúchos com as diferentes temperaturas:

Hoje, 23 graus de manhã, vi um cara de moletom aqui no Rio. O melhor
humor é o que é verdade 🙂

Bom fim-de-semana!

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Pequena novidade

Agora tenho um “centro de mídia” em que concentro todo o conteúdo que
produzo ou expleto. Segue o link:
http://social.luisguilherme.net/

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Metrô II – Rio x São Paulo

Moro no Rio, vim de São Paulo. Lá, os trens suburbanos, no horário de
rush, tem intervalo entre trens de 4 minutos (menos que os 6 daqui do
metrô). O Metrô, nas linhas de maior movimento, tem intervalo de 90
segundos. A integração entre metrô e trens suburbanos é fácil e
gratuita. As integrações entre as linhas de metrô não são perfeitas,
mas são adequadas. A linha 4, que gerará uma integração necessária e
importantíssima com uma linha da CPTM, e um corte de caminho fenomenal
para quem vai para a Paulista, fica pronta este ano, a linha 6 começa
a ser construída este ano, fica pronta em 2014. Até lá, no Rio, só
teremos de novo a estação Uruguai (que, aliás, está quase pronta).

O governo de São Paulo, que com muito sucesso privatizou empresas e
concessionou rodovias (com pedágios excessivamente caros, é fato),
mantém o Metrô e a CPTM (companhia de trens) como estatais. Não sei se
são de capital misto ou não, mas são estatais.

Mas por que isso funciona?

O governo do estado de São Paulo se “estabilizou”. Temos um mesmo
partido (apesar de grupos distintos) governando o estado há 15 anos
(Covas assumiu em 1995, faleceu em 2001 dando lugar a Geraldo Alckmin
que, reeleito em 2002, passou a faixa pra Serra em 2007 e,
provavelmente, recebê-la-á de volta em 2011). O mesmo partido estando
no poder, e sabendo que não o perderá fácil, consegue fazer planos de
longo prazo, como o Metrô e o Rodoanel — é claro, agendando
inaugurações importantes a cada 4 anos, justamente nos anos
eleitorais.

Projetos de fôlego, demorados, são a última coisa que os governantes
querem. Não dá para mostrar resultado, não ganha eleição. São Paulo é
a exceção por causa dos resultados eleitorais assaz previsíveis
naquelas plagas. No Brasil, tirando esse caso, e outros semelhantes de
governos longos e “garantidos”, como os governos militares (que,
apesar de despóticos e antidemocráticos, eram movidos por um
verdadeiro amor à Pátria) e Vargas (nosso caudilho latinoamericano,
melhor que os outros, mas ainda assim ditador), apenas meu ídolo
político, Carlos Lacerda agiu de outra forma.

Mas o engraçado é que os governos democráticos quase nunca fazem essas
coisas direito. Eu fiquei assustado, assoberbado, com o projeto da
Estação Carioca. Que coisa fantástica! Foi jogado fora metade, o que
faz com que ele se torne um elefante branco. Mas não é porque são
democráticos, mas pelo contrário: são demagógicos. A próxima eleição é
mais importante que o dever cívico para o qual foram eleitos.

Pensamos então que a privatização, ou concessão, possa mudar essa
lógica. A concessionária quer aumentar seus lucros e, para isso, tem
todo o interesse em aumentar a qualidade e a extensão do serviço: isso
lhe daria mais passageiros, mais faturamento: mais lucro. Mas a
simbiose entre poderes públicos e certas empresas é tão grande que uma
entra na lógica da outra. Governos pensam nos lucros, empresas pensam
na demagogia. É a sua parceria nefasta. Como diz o Reinaldo Azevedo:
nas democracias, os negócios são feitos segundo as leis; no Brasil, as
leis se fazem segundo os negócios.

Antes que eu me esqueça: tem uma estação de metrô do lado da minha
casa. Pronta. Só falta decorar e construir o acesso, coisa que se faz
em 6 meses. Está fechada e sem planos de abertura.

E la nave và. Mas o metrô, não.

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