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Archive for março \23\UTC 2006

Contra o Consenso

Muita gente deve ter visto, ou pelo menos ter tomado contato com a repercussão do documentário "Falcão – Meninos do Tráfico", do MV Bill e da Cufa (Central Única das Favelas). Principalmente a parte que o Jornal Nacional reprisou de segunda a quinta, sempre colocando iniciativas de esporte e ensino da Cufa como a "solução" para o problema das drogas. Eu contesto isso.

A educação e o esporte, embora sejam atividades importantes para a saúde mental e física, não tiram ninguém das drogas. Não adianta a Cufa, a Rede Globo, todos os artistas acharem bonitinho colocar pobre favelado para grafitar, jogar basquete, estudar violino. Isso não os tira das drogas. Talvez torne suas vidas menos sofridas, talvez dê uma ajudinha, mas não mais que isso.

Por que eu afirmo isso? Porque nunca conheci tantos usuários de drogas quanto na Universidade, que muitas vezes viram traficantes. Eles receberam educação, muitas vezes praticam esportes, vêm de família com condições, tem pais e mães presentes, e se drogam mesmo assim. No colegial, num colégio particular que não era caro, mas pelo fato de ser particular já excluía o pessoal mais periférico, havia uma quantidade significativa de usuários de drogas; eles surfavam, andavam de skate, jogavam futebol. Aliás, em Santos, um grande ponto de drogas é a praça Palmares, que congrega skatistas e ciclistas. Todos sabem que pontos de drogas típicos são próximos às portas de escolas.

É impossível, dado tudo isso, acreditar que a educação e o esporte livrem das drogas. A única maneira de acabar com a destruição de corpos, mentes e almas que os tóxicos fazem, é acabar com sua distribuição. É necessário que haja uma ação militar, uma verdadeira operação de guerra, para destruir todos os centros de drogas urbanos, combater todas as milícias narcotraficantes fronteiriças. Não basta ser uma operação policial, isso é para prender e reabilitar infratores, corrigir falhas pontuais. Para combater as drogas, só uma guerra.

Obrigado por me ler, e até mais.

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Minha chapa para o governo estadual

Primeira coisa: Serra, fica na prefeitura, cara! Se você sair, agora, como candidato ao governo estadual algumas coisas vão acontecer: os paulistanos vão achar que você quer sair da prefeitura de qualquer jeito, tentou a presidência e agora o governo e; a Martaxa vai colocar, todo santo dia, um vídeo em que você diz "eu prometo que vou ficar quatro anos na prefeitura de São Paulo" e vem aquela voz grave perguntar: "é esse homem honesto?".

Eu não gosto muito do Serra, mas estou falando isso pelo bem da vida política dele. Aliás, nem precisa ser a Marta. Eu vou falar isso para todo mundo. O mínimo que eu espero de um político é que ele cumpra com os compromissos que assume.

Os prováveis candidatos até agora são: Martaxa, do PT; Márcio França, do PSB; Afif Domingos, do PFL; Beto Mansur ou Maluf, do PP; Quércia (editor da Hora do Povo , jornal que defende Stálin, Milosevic, Saddam, e outros tiranos), do PMDB. O nome do PSDB é uma incógnita. Os mais cotados são o Zé Aníbal (um petista que resolveu não se enfiar na lama), o Alberto Goldman (que não conheço), o Paulo Renato (que nem pré-candidato é) e o supracitado Serra.

Na última pesquisa, Afif aparece com 2% das intenções de votos. Isso quando eu nem sabia que ele era candidato. Isso mostra um bom potencial de crescimento. Ele foi candidato em 1989 para a presidência, num rendimento pífio, mas as pessoas ainda lembram dele. As pessoas maiores de 25 anos, é claro, e os idiotas que, como eu, gostavam de assistir propaganda política com 6 anos de idade. Afif também tem feito um maravilhoso trabalho com o
Impostômetro e com o De Olho no Imposto , fora a Calculadora e o Feirão do imposto. Dá para perceber que o ponto alto da campanha dele será redução de impostos.

Afif tem ficha limpa e é muito reconhecido como administrador. Administrar um estado como se administra uma empresa é uma idéia interessante, ainda mais para São Paulo. Tudo que ele precisa, para conseguir bater a Marta, é o apoio do PSDB. Isso é muito difícil. O PSDB tem tradição em São Paulo. Dos últimos cinco governadores, só não elegeu dois (Quércia e Fleury) e ainda reelegeu tanto Covas como Alckmin. Mas, meu desejo era que o PSDB indicasse o vice de Afif, para dar força à sua candidatura. Pode ser qualquer um, até o Zé Petista Aníbal. Afif, ao contrário de Serra, deve ser fiel ao mandato.

Não há motivos para não votar em Afif, e eu tentarei convencer muitas pessoas disso. Obrigado por me ler, e até mais.

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