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Archive for the ‘petismo’ Category

Os Patrocinadores do Diogo

O primeiro patrocinador do podcast do Diogo Mainardi foi a Sul América Seguros. Eles perderam clientes. Alguns socialistas de botique, que se protegem do monstro que criaram através de apólices da Sul América, cancelaram seus contratos porque a empresa patrocinava o “reacionário” Diogo Mainardi. Diogo perdeu o patrocínio.

Poderiam ter ganhado clientes. Havia uma pequena chamada antes da fala, e um comercial um pouco maior. Bastava no começo colocar a seguinte chamada:

“Ao contrário do Diogo Mainardi, você mora no Brasil. É melhor ter um seguro Sul América!”. E no final:

“O Brasil tem o maior índice de homicídios per capita do mundo, há diversos roubos de carros, assaltos de casa, balas perdidas, o atendimento médico é o SUS. Para aliviar tudo isso, é melhor você ter seguros Sul América”. Pronto! Convencer-se-iam diversas pessoas da necessidade de contratar os seguros da empresa patrocinante, ainda mais ouvindo o que acabaram de ouvir.

Depois de um tempo sem patrocínios, o podcast do Diogo Mainardi agora é patrocinado pela Delta Air Lines. É um negócio arriscado para eles, já que os esquerdistas são uma grande parcela de seus clientes: vão para Miami fugir dos impostos brasileiros; para Las Vegas, lavar o dinheiro da corrupção petista; para Nova Iorque, sorver o falo de Bill Clinton (outrora mania nacional nos EUA, depois do episódio Monica Lewinski, agora só faz sucesso entre os brasileiros) e o (provavelmente maior) de Barrack Obama (a Pensilvânia é ali do lado) e, se quiser posar de “macho” (principalmente se for uma deputada petista), dar tapinhas na cacopígia Hillary Clinton. Ainda, se desejarem inebriar-se de vinhos e esquerdismos franceses, poderão comprar um vôo da Delta também, que além de ter tarifas competitivas com as companhias européias, ainda dá uma escala nos EUA, onde podem aproveitar os melhores free shoppings do mundo.

Mas a Delta pode ganhar clientes (assim como a Sul América podia) com o Diogo. Basta fazer a seguinte chamada:

“Depois de ouvir o Diogo ficou com vontade de sair do Brasil? Saia com classe! Saia de Delta Air Lines!”.

***

Conversando com o meu tio, que usara uma mesóclise em sua conversa no MSN Messenger, ele me disse que provavelmente a mesóclise cairia em desuso e seria abolida. Ao que eu respondi: “Não enquanto eu viver, até o dia da minha morte usá-la-ei.”. Ou ainda, consoante Edu Levy, “far-se-á mesóclise, mesmo que se peça próclise. Mandá-la-ei tomar na ênclise”.

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Anyone but Chinaglia

Como a maioria deve saber, na próxima semana haverá eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. O Presidente da Câmara ganha um poder de tratorar (para quem não souber o que é tratorar, basta perguntar para qualquer membro de movimento estudantil; contudo, o termo é auto-explicativo) certas coisas. Haja visto que o aumento de salários tinha saído da mesa diretora da Câmara e não passaria por votação.

O atual presidente da Câmara é o Aldo Rebelo, que custou 500 milhões de reais (algumas fontes dizem até 2 bi) em emendas do executivo para ser eleito, (fiz uma brincadeira sobre isso aqui: http://lpereira.freehostia.com/blog/2005/09/28/sobre-aldo-rebelo/ ). Só que o Aldo Rebelo não deve ter agradado muito ao projeto “democrático” do PT. Meio bobão, meio nacionalista, comunista old-school, e até um pouquinho decente (pelo menos parece tentar ser), ele não foi tão trator como o PT esperava, tinha certos valores que defendeu, e acabou por não corroborar 100% com o projeto totalitário, digo, democrático em curso. Talvez apenas 95%.

Então, com o Aldo se candidatando à reeleição, o PT lança o Arlindo Chinaglia, coerente com as idéias petistas de transformar o Brasil numa China: com mercado, dinheiro (pros amiguinhos do governo), e sem liberdade alguma, o pior de dois mundos. A desigualdade (natural e inofesiva) do capitalismo potencializada pela opressão comunista, que favorece alguns amiguinhos e aprofunda essa desigualdade. Parece que Rebelo não tem dessas. Comunista ortodoxo, deve socializar até a atenção aos amigos, impossibilitando-o de dar tais benefícios.

Até agora são dois candidatos, um do PT e outro do PCdoB (e a Caros Amigos fazendo capas do tipo “a direitona avança”, e um monte de gente especulando sobre o “poder da direita no Brasil”, “ACM, o dono do Brasil”, etc.). A oposição articula um candidato, e os nomes mais fortes são Erundina e Gabeira, dois ex-petistas e notoriamente esquerdistas. A Erundina é honesta e o Gabeira mais ou menos realista. Mas são ambos de esquerda e não representam os interesses da maioria conservadora. Qualquer um desses dois é melhor que os outros dois. Mas Aldo ainda é melhor que Chinaglia.

O importante é que a contribuição para o projeto de sino-transformação da sociedade será vacilante e movida na mesma torrente que move todo mundo caso seja eleito Aldo ou alguém da oposição (a terceira via que é quase igual às outras duas). Caso o petista Arlindo Chinaglia seja eleito, esse projeto será consciente e direcionado. O executivo e o legislativo dando passos juntos, com a anuência do judiciário, e ausência de oposição. A idéia é, entre a cruz e a espada, escolhemos a cruz. Agonizamos mais tempo, mas podemos rezar por um milagre que nos salve enquanto não morremos.

Nesse quadro, só me resta torcer para que não seja Chinaglia o vencedor. Se assim for, teremos algum tempo a mais de sobrevida, o que é um pingo mínimo de esperança.

(Nota: há pouco tempo disse que faria uma última nota política. Fiz outras desde então. É que não dá para se calar perante certas coisas. Aproveito o tempo que nos resta de liberdade de expressão, porque em breve, parar de escrever sobre política não será uma opção, mas a única garantia de sobrevivência)
Obrigado por me ler e até mais!

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Especialistas em PCC

“Aqui não tem Bin Laden. Existem, sim, líderes que querem lucrar com atividades ilegais ou benefícios na prisão, como o Marcola, do PCC. Ele e os que se uniram para atacar no Rio não têm ideologia. Essa diferença é básica, mas o presidente não sabe disso”, disse à Reuters o juiz Walter Maierovitch.

Este é um trecho da matéria “Lula erra ao comparar crime a terrorismo, dizem especialistas”, da Reuters, disponível em http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/01/02/ult1928u3595.jhtm.

Em primeiro lugar, o que são os especialistas? Um cara que conserta relógios, e é realmente bom em consertar relógios antigos, dizemos que é um especialista em relógios antigos. Uma mulher que preveja reações do mercado, e faça análises excelentes de mercado de futuros, garantindo lucros a ela e aos que seguem seus conselhos, pode ser chamada, certamente, de especialista em mercado de futuros.

Mas o que são “especialistas”, nesse caso? Eles já resolveram o problema do crime em algum lugar? Já foram eficientes a trazer a paz para algum recôndito tupiniquim ou exterior? Fazem isso com maestria, de forma que possamos confiar-lhes a gestão de nossa segurança, assim como confiamos o nosso relógio àquele homem e as nossas finanças àquela mulher? Se não, eles não são especialistas em coisa alguma.

Mas voltemos ao ponto central. Eu, que não sou especialista em nada, talvez apenas em cultivar uma esfera abdominal (a única coisa que posso garantir que faço com maestria e que você pode confiar em mim para sua execução), acho que pela primeira vez o Lula fez uma declaração acertada. Eu poderia até entrar em outras implicações relativas a isso, por exemplo: como foram absurdamente coincidentes os discursos do Sérgio Cabral e do Lula e porquês possíveis disso ter acontecido, mas não é esta a hora. Não com pessoas morrendo em ônibus inflames e nas favelas sitiadas.
Eis que, então, um “especialista” solta essa! (As críticas de outros presentes no artigo são muito pertinentes, mas as do juiz Maierovitch são todas deprimentes, e a pior delas é a que dá o título à reportagem). De pronto, ele retira qualquer possibilidade de filiação ideológica. Podem morrer todos do PCC, mas a causa tem que continuar viva e imaculada. Não importa que o PCC afirme, com todas as letras, que pratica a luta de classes. Não adianta Marcola ser mais versado em marxismo que grande parte de nossos professores universitários. O que eles fazem é crime organizado, seu único objetivo é o lucro, e o lucro… ora essa! — é coisa do capitalismo! A culpa é do capitalismo!!!
Em meu último artigo (http://lpereira.freehostia.com/blog/2006/12/31/146/ ), demonstro a natureza revolucionária (e, por conseguinte, ideológica) do PCC. O que eu fiz não é nenhuma novidade, Olavo de Carvalho, em 1997 já havia feito análise semelhantíssima com respeito ao Comando Vermelho em “A Nova Era e a Revolução Cultural”.

O mais engraçado (e trágico) é que o juiz Maierovitch de certa forma aparenta uma simpatia pelo terrorismo “Aqui não tem Bin Laden … querem lucrar com atividades ilegais ou benefícios na prisão … não têm ideologia“. Veja: Bin Laden não quer lucrar, ou seja, ele trucida pessoas inocentes por um ideal, o que torna tudo mais bonito. O meritíssimo Maierovitch não pode deixar coalescer os conceitos na cabeça dos bem-pensantes brasileiros. Isso seria terrivel. Associar terrorismo e crime organizado poderia fazer com que os brasileiros deixassem de heroizar Bin Laden, Zapata, Che Guevara, comandante Marcos e outros genocidas, percebendo que eles são iguais àqueles que tiram sua paz, incomodam sua vida, e matam os seus irmãos mais pobres. Então é necessário dizer que Lula está errado e que eles não são terroristas. Enquanto isso, pegam fogo mais ônibus. Que Deus se apiede das almas dessas vítimas!

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Paz, Justiça e Liberdade.

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Heitor de Paola e ao advogado do Mídia sem Máscara que atenciosamente me avisaram de que este artigo poderia trazer-me problemas legais. Retirei um trecho e creio estar salvo de processos.

Fui convidado para escrever o primeiro editorial do Blogs Coligados. Na época, era o auge do PCC e o assunto não podia ser outro que não o crime organizado. Fui demovido a publicá-lo por muitos, com as mais esfarrapadas desculpas e algumas preocupações sérias. No final, desisti por medo. Acabo por publicá-lo agora. Tentei desmitificar alguns pontos, e contradizer certos preconceitos veiculados pela mídia.

 

Os mitos são: o crime organizado é, tal qual o roubo de galinhas, causado pela desigualdade social; os celulares foram o ponto chave desta rebelião; o PCC é uma organização simplesmente criminosa, que luta simplesmente por poder. Também vou comentar outros pontos, mais controversos, com o que eu penso sobre o assunto. Antes de mais nada, contudo, gostaria de pedir a todos que lêem isto que observem a realidade, vejam os nexos das ações, e tentem tirar conclusões a partir disso. Em seguida, que testem suas conclusões, tentando quebrá-las, sendo como se fosse o inimigo retórico de si mesmo. Eu fiz-me passar por esse processo antes de escrever o presente artigo.

 

Começo adicionando alguns elementos. O primeiro são seis artigos selecionados retirados do estatuto do PCC (coloquem os sics à vontade; são muitos e tive preguiça):

 

“1. Lealdade, respeito, e solidariedade acima de tudo ao Partido

2. A Luta pela liberdade, justiça e paz

5. O respeito e a solidariedade a todos os membros do Partido, para que não haja conflitos internos, porque aquele que causar conflito interno dentro do Partido, tentando dividir a irmandade será excluído e repudiado do Partido.

7. Aquele que estiver em Liberdade “bem estruturado” mas esquecer de contribuir com os irmãos que estão na cadeia, serão condenados à morte sem perdão

15. Partindo do Comando Central da Capital do QG do Estado, as diretrizes de ações organizadas simultâneas em todos os estabelecimentos penais do Estado, numa guerra sem trégua, sem fronteira, até a vitória final.

16. O importante de tudo é que ninguém nos deterá nesta luta porque a semente do Comando se espalhou por todos os Sistemas Penitenciários do estado e conseguimos nos estruturar também do lado de fora, com muitos sacrifícios e muitas perdas irreparáveis, mas nos consolidamos à nível estadual e à médio e longo prazo nos consolidaremos à nível nacional. Em coligação com o Comando Vermelho – CV e PCC iremos revolucionar o país dentro das prisões e nosso braço armado será o Terror “dos Poderosos” opressores e tiranos que usam o Anexo de Taubaté e o Bangú I do Rio de Janeiro como instrumento de vingança da sociedade na fabricação de monstros. “

 

Qual a conclusão que se tira desses artigos? A primeira coisa que me veio à cabeça foi a semelhança desse estatuto com o código penal cubano (que você pode ver em http://www.cubanet.org/ref/dis/codigo_penal.htm). A segunda foi que os itens 15 e 16 deixam claro, óbvio e explícito o objetivo dessa entidade: a luta de classes. Isso se torna mais patente com a recente divulgação pela revista Veja de que um líder do PCC manteve contato para auxílio logístico por parte do MST, outra entidade cujo objetivo está na luta de classes.

 

Um detalhe: tal qual Stálin, Hitler, Mao e Pol Pot, o PCC também diz defender a paz, a justiça e a liberdade. Nesses últimos dias, tiraram-nos a paz, zombaram da justiça e cercearam nossa liberdade com seus atentados. Ao que parece, querem a paz para tomar sol e trepar (nome carinhoso para “visitas íntimas”), a justiça abrindo-lhes as pernas tais quais as prostitutas das visitas, e a liberdade para comandar ataques quando quiserem.

 

O segundo elemento é que Marcola, líder do PCC, já leu três mil livros, entre os quais grandes obras do pensamento socialista (Marx, Lênin, etc.), da literatura (Dante) e da estratégia (Sun Tzu). Isso, além de reforçar a tese do PCC como instrumento de luta de classes, tem outra decorrência: se Marcola, criminoso convicto, tem tanta cultura, como podemos dizer que a criminalidade organizada se deve à falta de educação? Eu, que dedico minha vida aos estudos, não tenho em conta tantos livros lidos quanto esse homem.

 

Agora eu faço um convite à investigação: como Marcola tomou contato com tudo isso? Afinal, para um estudo tão direcionado, é necessário que ele tenha sido tutorado por alguém. Alguém precisou dizê-lo o que ele precisava ler. E não é só Marcola, livros desse tipo já foram apreendidos diversas vezes em posse de líderes do PCC e do Comando Vermelho carioca, aliado do PCC. Muitos desses livros encontrados eram edições raras, muitas vezes de circulação interna de partidos e organizações de esquerda brasileiros como o PC (o Partidão). Bom, esse elemento novo que eu usei para completar o parágrafo dá uma pista: como um livro de circulação interna de um Partido iria parar na mão da organização criminosa? Três possibilidades:

1) Um membro do partido o entregou a um membro da organização criminosa;

2) A organização criminosa é um braço armado — pretensa e fingidamente sem objetivos políticos — do partido;

3) Em uma ação, a organização criminosa roubou os livros do partido.

 

A possibilidade 3 é um pouco estranha, já que livros teriam muito pouco valor comparados a drogas, dinheiro e outros bens que poderiam ser encontrados no esconderijo de um partido comunista ilegal. Além disso, eu disse esconderijo. Não era fácil para o Estado encontrar tais esconderijos, seria muita sorte roubar várias vezes justamente sedes de partidos comunistas. E, como disse-me um funcionário do Google, probabilidade é uma ciência, confiar em um método que dependa de uma probabilidade alta não é o mesmo que confiar na sorte. Logo, afirmo que a possibilidade 3 não pode ser chamada assim. É uma especulação impossível, no máximo.

 

Assim sendo, tanto a possibilidade 1 ou a possibilidade 2 levam a conclusão de que foram os partidos e organizações de esquerda que propiciaram o aparelho estratégico do crime organizado.

 

Mais um ponto que liga o crime organizado à esquerda nacional: Lula, Frei Betto, um diretor do DCE da Unicamp, e outras pessoas de esquerda consideraram o ato uma insurreição causada, em última instância, pela desigualdade social. Como o grande mote da esquerda é eliminar a desigualdade social, eu especulo que tudo isso é benéfico a ela. O crime organizado, dessa forma, privilegia a esquerda. Eu já afirmei-o diversas vezes em meus artigos, mas faço-o novamente: esse determinismo é injusto com a grande parcela pobre da nossa população. A fundo, isso é chamar todo pobre de criminoso em potencial. Voltando um pouco, ouvi de um vereador de Santos pelo PT, à época professor de história, a seguinte estória sobre uma eleição a prefeito de São Paulo: FHC, Suplicy e Jânio Quadros eram os candidatos. Jânio passou a campanha inteira dizendo que comunistas eram ateus e imorais. FHC era o líder disparado nas pesquisas quando, no último debate, Boris Casoy perguntou-lhe se acreditava em Deus. Ao se constranger a responder, imediatamente a população ligou o ateísmo comunista a FHC, em um non sequitur generalizado, e Jânio ganhou a eleição. Conto essa porque, há vinte anos, a esquerda brasileira diz que o problema da criminalidade é a desigualdade social. De repente, surge um evento da magnitude que houve, as sinapses subconscientes são acordadas, e a população tem um estalo, achando que chegou àquela brilhante conclusão sozinha.

 

Contudo, a solução que o nosso sapientíssimo Estado encontra é bloquear celulares. Li, recentemente, o livro “A Nova Era e a Revolução Cultural”, de 1996, que já comentava os inúmeros ataques coordenados e simultâneos do Comando Vermelho. Naquela época, celulares eram raros. Não havia sido criada a “banda B”, e o celular passava pela mesma burocracia estatal que o telefone fixo para ser recebido, tornando quase impossível para um presidiário conseguir um. Em todo o mundo havia 137 milhões de celulares e, nesse mesmo ano, foram realizadas apenas 780 mil ligações de celular no estado de São Paulo. Sem contar que não existia o negócio pré-pago, e o custo era muito superior. Cortar celulares voltará as organizações criminosas ao estado tecnológico que tinham há 10 anos, mas não impedirá ações organizadas.

 

A única solução que eu vejo é a seguinte: decretar o PCC, CV, organizações correlatas e todas aquelas que lhes dão apoio (incluindo, por exemplo, o MST) organizações terroristas. Criar prisões de segurança máxima tais Guantánamo para abrigar seus líderes. Garantir-lhes somente os direitos fundamentais do cidadão, a saber: vida, integridade física, expressão, saúde e alimentação; alienando-lhes todos os outros. Terrorista geralmente é combatido com as Forças Armadas, e assim deve ser feito. Toda apologia de qualquer uma dessas organizações deve ser considerada “apologia do crime” e, portanto, um crime por si só qualificado.

 

Tudo isso pode resolver o problema, mas ainda há um risco nisso. Foi-me ensinado no catolicismo que a linha entre virtude e pecado é muito tênue. Por exemplo, a humildade é uma virtude enquanto a modéstia é uma falha. Ao considerar crime a apologia dessas organizações, temos que tomar cuidado para não sairmos considerando crime qualquer opinião um pouco mais polêmica. Ao tratarmos o terrorismo com firmeza, temos que tomar cuidado para não romper o sigilo e a vida privada dos cidadãos, nem dar tratamento marcial a homens inocentes. Ao exigirmos rigor contra o crime organizado, não podemos deixar subir ao poder um fascista. Ao alienar direitos de terroristas, não devemos tirá-los de nós mesmos. Urge, contudo, atacar frontalmente o crime organizado.

 

Eliminar essas organizações do convívio social e desmembrá-las. Só isso poderá nos dar as verdadeiras paz, justiça e liberdade.

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