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Archive for junho \26\UTC 2006

Rumo ao Hexa e Dane-se o Meu Pé.

Torci o pé num jogo de futebol. Tomei um anti-inflamatório e ele melhorou, mas o ortopedista recomendou que eu fizesse fisioterapia. Fui ao CECOM (Centro de Saúde para professores, estudantes e funcionários da Unicamp), e marquei fisioterapia para o dia 27 (amanhã), às 13:40. Marquei nessa data pois a outra (dia 30) achei muito distante. Já havia achado distante, já que marquei essa consulta na segunda-feira dia 19.

O reitor da Unicamp lançou, no dia 22, uma portaria, a qual reproduzo trecho:
Artigo 1º – O expediente da Unicamp no dia da participação da seleção brasileira na fase Oitavas de Final da Copa do Mundo 2006, fica fixado da seguinte forma:
– caso a seleção brasileira se classifique em 1º lugar no Grupo F, o expediente fica suspenso no dia 27-6-2006;
– caso a seleção brasileira se classifique em 2º lugar do Grupo F, o expediente fica suspenso no dia 26-6-2006.

Artigo 2º – Esta medida não alcança as atividades definidas como essenciais ou intransferíveis.

Crente que as atividades médicas e terápicas da Unicamp eram essenciais, fiquei um pouco chateado de perder o fim do jogo do Brasil, mas meu pé era mais importante.

Recebi, agora há pouco, uma ligação da Unicamp. Era o fisioterapeuta, que me disse “como o expediente está suspenso amanhã, teremos que remarcar sua fisioterapia”. Para quarta? Não! Para dia 4 de julho, a outra terça-feira.

Minha torcida amanhã será por Gana. A saúde dos brasileiros é mais importante que o hexa. Obrigado por me ler e até mais.

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Da Taxonomia Social

Marx dividiu a sociedade capitalista em burgueses e proletários. Essa divisão é utilizada em análises diversas até hoje, como se fosse uma divisão objetiva e certa. Poucos contestam essa divisão em si, mesmo que sejam críticos da teoria social marxista.

A divisão, de fato, é simples, o que até é um bom indício. Existem os detentores dos meios de produção — a burguesia — e os detentores de trabalho — o proletariado. Contudo, mesmo que essa divisão esteja correta, ela é incompleta.

Tomemos um exemplo, o sociólogo Emir Sader é burguês ou proletário? Suponhamos, apenas para o nosso desenvolvimento, que ele use o cérebro para produzir suas teorias sociais. O cérebro saderiano é um meio de produção e ele é um burguês? Ou é trabalho cerebral que ele executa e torna-se, portanto, um proletário? Ou então, se o meio de produção for a caneta, e o trabalho escrever as idéias, a decisão depende se ele contrata alguém para escrever o que ele dita ou não.

Vamos pegar outro exemplo: Lula, o nosso amado presidente. Que ele detém meios de produção é inegável. O Estado detém 40% do PIB brasileiro, e Lula é o chefe do Estado. Contudo, seria preconceito das elites dizer que fazer discursos, visitar diversos países, e torcer pelo Brasil na Copa não se consolida como trabalho. Lula trabalha, e — nessa definição menos elitista de trabalho — muito. Então não sei dizer se Lula é burguês ou proletário.

Outros casos patológicos: um juiz, um general, um senador; um padre (ou pastor), um cantor famoso e influente, um dirigente de partido, um filósofo da moda.

A sociedade pouco se alterou profundamente desde o tempo medieval. Contudo, as mudanças superficiais foram muitas, diversas e radicais, o que nos engana. A Igreja, os padres, que à época eram os principais formadores de opinião foram majoritariamente substituídos em sua função, mas a função não sumiu. Da mesma forma, a nobreza não mais dispõe de cargos hereditários, mas o que é um juiz do Supremo Tribunal Federal, se não um “nobre”. O general estrategista também o é.

Também existem as pessoas que se encarregam de produzir riqueza, que à época já existiam. Os senhores feudais organizavam a produção e decidiam o que produzir, de forma a alimentar o toda a população e garantir excedente. Hoje, o empresário serve à mesma função. Da mesma forma, os servos de outrora são os hoje chamados de “proletariado”: os operários, os camponeses.

Dando a resposta às minhas perguntas: Emir Sader seria um “sacerdote”, já que suas idéias influenciam muitas tomadas de decisão. Suas idéias (?) servem de guiamento a diversas pessoas. Lula seria, portanto, um “nobre”. Um “nobre” que serve a interesses nada normais para um nobre medieval, mas não deixa de o ser. Eles, portanto, não se encaixariam nessa divisão “burguesia” X “proletariado”.

Confirmada essa tese social, muito do marxismo cai por terra. O estranho é que essa contestação é deveras básica e não só simples como simples de verificar. Agora, por que se ensina a divisão “burguesia” X “proletariado” até em cursos superiores, e essa serve de base a diversas pesquisas e investigações sociais, eu não faço idéia. Talvez eu seja apenas uma anta proferindo impropriedades.

Obrigado por me ler, e até mais!

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Lula não só sabia como não fez nada.

Parece, mas não estou falando do mensalão. Estou falando da invasão que o MLST realizou no congresso nacional, destruindo patrimônio estatal, e provocando baderna. Digo isso baseado na seguinte mensagem que recebi na Rede Liberal escrita por Arthur Chagas Diniz, presidente do Instituto Liberal do RJ:

Em conversa recente com um aparentado filiado ao PT, quando lhe perguntei se a violência cometida não iria prejudicar a candidatura Lulla, ele me disse textualmente: “Não, a operação comandada pelo Maranhão era do conhecimento do PT e a informação que se precisava passar à sociedade era a de que ‘só Lulla pode controlar o grupo do MLST’. Sem ele, o País ficará ingovernável”. E terminou: “Essa eleição está ganha. O PT está pensando na próxima. Você vai poder ver, no elenco de deputados petistas, que todos os que vocês, equivocadamente, chamaram de mensaleiros vão ter votações espetaculares, em especial o Genoino e o João Paulo Cunha”.

Quando insisti na tese de que a ameaça no Congresso poderia prejudicar Lulla, ele afirmou: “Não. Os eleitores têm noção precisa de que o poder de Lulla, através dos movimentos sociais, que podem se armar a qualquer momento, é enorme. Já não há no Brasil, a não ser em parte da burguesia, nenhuma resistência ao projeto de Lulla para o País. As Forças Armadas hoje são democráticas e boa parte do oficialato vem de famílias de menor renda, não solidárias com a burguesia. Além do mais, o Movimento de 64 tirou dos militares a ilusão de que seriam mais sérios do que os civis no governo”.

Terminou, enigmaticamente, dizendo: “Vamos ter muito mais de Lulla do que vocês imaginam.”

A saída, como já devem imaginar, é Cumbica. Obrigado por me ler e até mais.

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