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Archive for novembro \23\UTC 2008

Preto no branco

Saindo da missa, passo na banca de jornal para ver as notícias de domingo e sou presenteado com uma matéria esquizofrênica da Folha que diz que o preconceito racial no Brasil caiu porque mais pessoas se declaram pretas e pardas. Não apenas isso, a matéria comemora dois resultados: subiu de 88% para 91% o número de pessoas que consideram que os negros sofrem preconceito no Brasil. Ao mesmo tempo, caiu de 11% para 3% o número das pessoas que se declaram racistas.

A não ser que esses 3% sejam os autores de novelas da Globo e os jornalistas dos veículos de mídia principais, é impossível que eles tornem, por si, um país racista. Não tem como. Ou seja, não há coerência alguma nesses dados. Um ou ambos são furados. Ou as pessoas não se declaram racistas por medo, sei lá, ou há uma percepção maior (e vendida pela mídia) de que o Brasil é racista, mesmo sem sê-lo. Ou ambos: muito mais pessoas são racistas e isso não torna o país racista.

Em segundo lugar, não há nada para comemorar nisso. Haveria de se comemorar se menos gente considerasse o Brasil racista e mais gente se considerasse racista. Isso é óbvio. Não entendeu? Vou dar um exemplo: “Ah, como tem burro no Brasil, mas eu sou inteligente!”.  Sacou agora? Quer que desenhe? Vamos chegar bem perto disso: “Ah, como tem racista no Brasil, mas eu não sou”. É isso que viramos: um país de hipócritas.

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Neste momento, uma torrente de varões deve estar me visitando. Graças à gentileza do Rafael Vitola (ou delegado Dr. Brodbeck), de colocar um link para o meu querido blogue na sua nova empreitada “Estilo Macho“, ainda mais falando que “Homem com ‘H’ maiúsculo me visita”. Agradeço, mais uma vez, a enorme gentileza e imensurável caridade com essa pobre alma emasculada.

Aproveito essa enorme oportunidade para ressucitar o blogue, que estava encostado num canto ganhando poeira. Como a batelada de coisas que chegaram na minha casa nova (pois é, me mudei), vou tirá-lo da caixa e passar um espanador. E para isso, vou usar a técnica “efetividade.net” de ganhar tráfego e fazer um post novo sem fazer esforço: postar referências a seus posts anteriores. Vou falar das características de um homem viril e cristão, o que não significa que eu as tenha, mas com certeza as busco.

Coragem: Esta é a mais importante, precisamente porque é a mais decadente. Os homens, hoje em dia, têm perdido a coragem. Coragem de fazer coisas simples, como pedir um emprego ou engajar em uma conversa com uma moça interessante, de enfrentar o chefe injusto ou de passar vergonha por uma boa causa. De ajudar uma pessoa necessitada, de defender a verdade. O Olavo de Carvalho garante que não aceita como alunos quem não tiver a coragem de defender a Verdade, e nisso ele está certíssimo. (falei outras vezes do tema)

Força: Não, você não precisa ser como “The Governator”, o nosso querido Arnold. Mas alguma força você precisa ter. Precisa conseguir carregar coisas, levantar pesos, trocar lâmpadas, abrir o pote de geléia e a garrafa de cerveja. Mas como disse no post que ora aponto, a força não há de ser só física, ela tem que ser uma resistência à dor, ao escárnio, à pressão. Veja, a força está intimamente ligada à coragem. Só é corajoso quem é forte. Para a força física, recomendo http://scoobysworkshop.com/. Sim, o cara é bem feio, mas tem um tórax e um abdômen invejáveis, e seu site cobre os exercícios desde o iniciante, mesmo regimes para emagrecer, então vale a pena uma visita. Para os outros tipos de força, flexões não são suficientes.

Ousadia e Audácia: Não dá para ser homem sem ousar. Zona de conforto é para mulherzinhas (não para mulheres valorosas), homem tenta o diferente. Cristóvão Colombo pegou três naviozinhos e atravessou o Atlântico, os bandeirantes encararam mosquitos, antropófagos e onças. Estude a vida de outros exploradores também. Esses caras eram machos. Hoje, homens verdadeiramente viris enfrentam perigos e tristezas em guerras, por uma causa em que acreditam. Você, o que está fazendo? Por que diabos não tem sequer audácia para pedir uma carona quando está atrasado? Ligue DyA! (essa última frase foi uma mensagem secreta para o Opus Dei)

Dedicação: O varão não pode ter preconceitos com certas coisas. Lavar a louça e a roupa, varrer a casa, botar ordem na bagunça são sim atividades masculinas. O homem tem que fazer isso também. Tem que se dedicar ao trabalho cotidiano. O livro do Larry Rohter: “Deu no New York Times” (você pode ler o primeiro capítulo no link) fala que os adolescentes brasileiros, mormente as classes ricas e remediadas, não fazem trabalho braçal, ao contrário do que acontece nos EUA. E isso é grave. Os pais devem ensinar os filhos alguma coisa braçal, como carpintaria (para pegar o exemplo do maior exemplo que temos), exigir que ajudem nas tarefas domésticas. Isso os tornará menos folgados e metidinhos.

Serenidade: Conhecer o melhor possível a morte, e deixar de ter medo dela, é condição indispensável para o homem. Como já disse, o homem que ousa enfrenta riscos, e vai ficar se borrando todo se não souber enfrentar a morte com serenidade.

Enfrentar seus desejos: Não, um homem não se perde por qualquer rabo de saia que apareça. O homem viril é mais forte que sua contraparte fálica. O verdadeiro homem resiste à tentação, começando por não virar o pescoço (ok, tem mulheres que tornam isso muito difícil, mas “quem falou que a vida é fácil?”). O varão transforma desejo em força, coragem, ousadia e cavalheirismo, em dedicação ao trabalho e serenidade. Sim, está tudo ligado. Se você não enfrenta seus desejos, se não os vence, não é um homem, mas um macaco, um gato de telhado. Quem quer que queira levá-lo à devassidão, não quer tornar você mais homem. E sim, isso vale para as revistas VIP e Playboy e para o blogue Papo de Homem.

Admirar outros homens: O homem admira outros homens: o pai e outros familiares, exemplos de conduta, exemplos de macheza, exemplos daquelas virtudes que ele mesmo almeja. Imitar os admirados é o primeiro passo para se alcançar diversas virtudes.

Gentileza e Cavalheirismo: (não é o melhor link para o assunto, e também não é meu). Onde já se viu não dar o lugar para uma mulher sentar? Você quebrou a perna? Tem problema de saúde? Já passou dos 70? Então por que está sentado enquanto a {menina, moça, mulher, senhora} está de pé? Levanta logo, seu idiota. Abra a porta para as mulheres, segure a porta do elevador, dê a frente, vá pelo lado da rua, trate-a com respeito, modere seu linguajar, ignore o feminismo de queimar sutiãs, mulheres de verdade não gostam disso.

Liberdade: Você é o senhor de seus atos? Passou dos 18 e depende da mãe? Que vergonha. Como diria (piada copiada do Ruy Goiaba) Menstruação Buarque de Hollanda, o Chico: “vai trabalhar, vagabundo”. Liga pro que os outros falam? Deixa seus colegas de trabalho abusarem de você? É levado pelas paixões e desejos? Você não é homem, é no máximo um menino de fraldas. Sim, de fraldas, porque não consegue sequer ir sozinho ao banheiro. Você não é caveira, você é moleque!

Há diversas outras características do varão, como a elegância (ou, pelo menos, vestir-se como homem e não como menino), que não tratei. Inclusive, quero falar em breve de um famoso mito: “mulher gosta de dinheiro”, que tem tudo a ver com o assunto aqui, mas fica para um post seguinte. Por fim, deixo um recado de São Josemaria:

Deixa esses meneios e trejeitos de mulherzinha ou de moleque. – Que o teu porte exterior seja o reflexo da paz e da ordem do teu espírito.

Obrigado por me ler, e até mais!


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