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Archive for novembro \09\UTC 2006

Minha derradeira nota política.

Não devo mais tratar de política. Dada a situação brasileira, com a censura na Internet tentando vingar, com jornalistas sendo pressionados como réus quando são testemunhas, não vale a pena, para o meu bem-estar físico, continuar tratando desses assuntos. Chamem-me de covarde. Um covarde vivo. Não vale a pena batalhar pelo Brasil. Se o Brasil tivesse ainda algum pingo de cultura, de política decente, de algo que o valesse, o martírio poderia servir de algo, poderia ser um “teleos” (τελεος) de minha vida. Mas nada disso acontece.

Há diversos assuntos para tratar. Da sublime obra bachiana aos bons azeites que provo, passando pela apologética católica (enquanto ela ainda é segura). Antes, contudo, farei uma derradeira nota.

Não há oposição no Brasil. E não há nisso nada de “conspiratório” ou “neurótico”. Por que Alckmin parou de perguntar “de onde veio o dinheiro?”. Por que a oposição não critica os desmandos aos jornalistas de Veja em vez de ajudar os petistas no projeto do controle da Internet e ainda saírem como os vilões da história? Cadê o apelo à moralidade? Urna é tribunal? Lula está absolvido? Agora que Alckmin perdeu o pleito, nada disso interessa? Esquecemos das cartilhas, do mensalão, dos dólares na cueca e no uísque? Esquecemos que os crimes comprovados de Lula (réu confesso de caixa 2, e crime confessado de remessa ilegal ao exterior por Duda Mendonça) são os mesmos que derrubaram Collor? E que, para a derrubada deste não precisou chegar ao fim do processo?

Uma oposição responsável trata de deter os desmandos da situação. O PFL, partido em que eu tinha um fio de cabelo de esperança, também está quieto. Tem umas notas no site, eles estão defendendo a prisão do Emir Sader, mas nada mais. Nos EUA, os democratas batem, há pelo menos quatro anos, na tecla da guerra do Iraque. É o papel deles. Os republicanos sempre observaram Clinton. É assim que age oposição. Isso, no Brasil, não existe. Então falemos de azeites.

Obrigado por me ler, e até mais.

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