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Archive for the ‘psicologia’ Category

Não estudo porque minha escrivaninha está bagunçada. Ela está bagunçada porque não tenho onde guardar as coisas. Não tenho onde guardá-las porque a estante lotou e estou sem dinheiro para comprar uma nova. Essa situação é fictícia, mas retrata muito bem uma situação comum.

Quantas vezes não deixamos de fazer algo porque não dispomos dos “meios” ideais para agir. Aí ficamos a esperar: só posso estudar decentemente depois de comprar o livro, só posso empreender mais esta atividade depois de liberar tempo na agenda, só posso tomar banho quando voltar a luz. Esquecemos que podemos estudar por apostilas e/ou nossas anotações, esquecemos de todo o tempo livre que jogamos fora, esquecemos que até que está um dia quente e um banho frio nem cairia tão mal assim.

Ou seja, tudo desculpa esfarrapada. A busca pelos meios é um saco sem fundo. Não que não devamos buscar os meios, mas isso não pode ser pré-requisito para “nos virarmos”, do jeito que der por enquanto. Na grande parte das vezes, a busca por meios é uma bela duma desculpa para procrastinar.

A idéia é perseguir o objetivo verdadeiro sempre, sem tomar como restringente a falta de alguns dos meios, sem confundi-los com os objetivos, ao mesmo tempo que se os vão galgando.

***

Ok, isso não é tudo. Apaga as três estrelinhas aí atrás. Por que diabos queremos meios? Não existe meio sem fim. Se meu fim é estudar história, e eu estudo história na cama ou no trono muito bem, eu não preciso organizar a minha escrivaninha (é claro que organizá-la vai tornar o meu ambiente mais agradável e facilitar outros estudos, isso não é desculpa para que ela vire a pile of debris).

Quando temos um fim em mente, devemos estudar todo o seu processo de aquisição, necessidades e alternativas. E, feito isso, ter o caminho bem guardado, e não se distrair com “pseudo-meios”: coisas que são úteis, mas não pro que nós queremos. Às vezes precisamos de perseverança, às vezes até de coragem. Para alcançar um fim nobre, podemos ter que fazer sacrifícios, negar-nos temporariamente, piorar nossa situação por um momento. Mas, se de fato queremos o que achamos que queremos, vale a pena, decerto.

Então vamos lá. 1) Preciso mesmo disso pro meu fim almejado? 2) Qual era mesmo o meu fim? 3) O que eu de fato preciso para alcançá-lo, o que é meramente útil? 4) Vou ser macho pra encarar o que for preciso? Respondendo tudo isso, fica mais fácil — não automático, mais fácil — dirigir adequadamente nossos sentidos, sentimentos, pensamentos e vontade. O resto é desculpa.

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Querer è poder

Diz-se por aí, com o maior otimismo, que “querer é poder”. Ora, que pensamento mais idiota. Isso é besteira de “O Segredo”, não uma realidade. Digamos que eu queira ter a forma física do Schwarzzenegger (tenho certeza que errei a grafia do nome do governator), eu posso?

Alguns dirão que eu posso, que basta fazer exercícios de musculação de hipertrofia com afinco, tomar alguns anabolizantes e voilà. Em alguns anos, estarei como o governator em seus tempos áureos. E minha estrutura óssea mirrada? E o meu metabolismo? A minha altura? Algumas coisas que eu *não posso* mudar, mesmo que eu queira?

Querer não é poder, como fica claro. Mas é um importante passo. Se não há demais impeditivos, querer, de verdade, é grande parte do poder. Se eu quero, não ser como o governator, mas simplesmente ter metade da força de um estivador, eu posso. Se eu quiser aprender alemão, eu posso. Mas não em 15 minutos.

Olha o tempo aparecendo de novo. Tio Cronos anda passeando aqui pelo blogue, e volta e meia vira assunto de novo. Não podemos estalar os dedos e ver os nossos empenhos realizados. Nem vê-los realizados no começo da caminhada. É preciso usar o tempo, com paciência e perseverança, para conquistar o que anseamos.

Encarado o tempo, vencidos todos os desafios e tentações que ele nos impõe: a desistência, o relaxamento, a impermanência, os momentos e períodos sem resultados visíveis, movidos pela vontade, alcançamos os nossos objetivos. Só nesse exclusivo aspecto, e guardadas todas as restrições, é que querer é poder, e mesmo assim, com um pé atrás.

Se não há impeditivos, repito, querer é grande parte do poder. Se isso acontece, só depende de cada um, e de mais ninguém, alcançar o que queremos. É claro que podemos receber ajuda (e pouco me importa se ajuda transcendente ou imanente), podemos pedi-la e procurá-la mas, em última instância, depende apenas do empenho próprio conseguir as coisas.

Enfim, apesar de querer não ser poder, como querem os sonhadores e novaerísticos (e algo que acaba sabotando-os, já que não enfrentar a realidade impede a realização de qualquer plano), devemos educar a vontade para que, mesmo sujeita às intempéries, possa servir a seu propósito, qual seja, conduzir nossas almas para a direção de nossos anseios.

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Vagabundo!

Nauseabundo significa “tomado pela náusea”, moribundo significa “prestes a morrer”, vagabundo segue a mesma linha. Originalmente, vagabundo é aquele que vaga, que anda, vagabundo é quase um sinônimo de andarilho. Acontece que quem fica andando por aí é porque não tem afazeres o suficiente, daí a querer dizer, por extensão, “desocupado”, “quem não faz nada”. Ademais, uma mulher que fique a vagar a esmo era tida como alguém a quem não se dava o respeito, daí o sentido que “vagabunda” tem de lasciva.

Philologia é uma disciplina apaixonante e, déssemos valor a ela, faríamos uma reforma orthográphica que mantivesse o carácter etymológico das palavras. Soube que o tal do Bechara, o manda-chuva (agora é mandachuva?) da reforma (agora é re-forma?), é um dos dois doctores em philologia do Brasil, alguém casse a these dele?

Mas falava eu de vagabundagem. Eu sou um vagabundo, às vezes no bom sentido: gosto de andar, de vagar, para colocar os pensamentos em dia. Isso não é a coisa mais saudável do mundo, a vagabundagem, mesmo no sentido “clássico” do termo, é um defeito. É fugir dos deveres de estado. O que é muito diferente de uma caminhada planejada (essa palavra unificou ou em Portugal usa-se “planeada” ainda?). Mas, a pior é a vagabundagem de não fazer nada. Ficar deitado na cama, ficar no orkut, não fazer praticamente nada. E, às vezes, eu caio nela.

Certa vez falei aqui de Santo Expedito, “o cara que não procrastinou”. Todos nós inventamos desculpas e mais desculpas para procrastinar. Postar no blogue a respeito da vagabundagem é uma delas. Há diversas outras: “preciso conversar com fulano”, “preciso caminhar/correr pra cuidar da minha saúde”, “preciso comer pois estou com fome”. Aliás, a dinâmica da procrastinação é assaz interessante:

Se meu dever é fazer A, vou fazer B. Se, por outro lado, meu dever é fazer B, vou fazer A. Algum tempo usei isso a meu favor, entupindo-me de afazeres de forma que trabalhasse em um para fugir do outro, mas o que ficava por último… ah! coitado. Por diversas vezes ficou inconcluso. Nessas horas, parece que só uma motivação sobrenatural nos impele ao ato (com o acordo, poderei grafar “acto”?), às vezes nem isso, e aí devemos nos preocupar severamente!

Gosto por demais de um texto do Dr. Nuno Valente, psicólogo português, chamado “O que é procrastinação?“, que recomendo a todos que leiam.

Agora!

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O Cão Covarde

Coragem é conhecer os seus medos e enfrentá-los no campo de batalha. Só isso. Quem não tem medo não pode ser corajoso, apenas inconseqüente. Um soldado que não teme a morte fará burrice. Um que a teme e não enfrenta o medo será inútil. Um que a teme, mas sabe que pode sobreviver, fará de tudo para viver e será um grande lutador. E, caso a morte apareça, entregar-se-á bravamente.

Se quisermos ser corajosos, temos que, em primeiro lugar, conhecer nossos medos: da morte, da rejeição, da dor, são alguns dos mais comuns. Outros mais simples (ou mais específicos) como “falar em público” não afetam tanta gente, e não quero dizer que quem não os tem falará inconseqüentemente, porque não é tão grave, mas quem não tem esses medos corre mais risco de meter os pés pelas mãos do quem os têm e os enfrenta. Depois de conhecê-los, temos que estudá-los: o que nos traz esses medos, de onde eles vêm, e por que os sentimos. Faz sentido tê-los? É realmente um risco para nós o que tememos?

Se não há risco, devemos nos esforçar por eliminá-lo. Todo dia lembrar do medo, e convencer-nos racionalmente de sua inutilidade, e pedir a Deus ajuda nessa etapa. Se há riscos, contudo, devemos ponderar quais são e medir conseqüências do enfrentamento. Por exemplo, tenho medo da dor mas só conseguirei fazer um procedimento médico importante se enfrentá-la. É óbvio que devo enfrentá-la. Tenho medo da morte mas quero impressionar meus amigos atravessando um precipício numa corda. Creio que não seja boa idéia…

E há sutilezas e mais sutilezas. Citei dois exemplos extremos, porque o meio, de fato, é difícil. Cabe a cada um de nós usar nossa consciência e inteligência para resolver o que fazer. Quando soubermos os nossos principais medos, e estivermos convencidos que devemos enfrentá-los em certas ocasiões, estamos a um passo de desenvolver a verdadeira coragem!

Desenvolvê-la é outro passo, quiçá o mais difícil. Práticas “artificiais”, que nos forçam a encarar o medo com menos riscos. Temos medo de falar em público, que demos aula de algo para um grupo pequeno. Temos medo da dor, façamos uma caminhada mais dura que nos doa no dia seguinte. E coloquemos, em nossas orações, a intenção de vencer tal ou qual medo. Demora, precisa de prática e de graça. Mas pacientes alcançamos. Como ganhar paciência, aí é outra história!

Obrigado por me ler, até mais!

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A Irmã Morte (como o Chico a chamava) é uma grande amiga. Ela nos ensina uma coisa simples, mas importantíssima: a responsabilidade. Quem me mostrou isso foi o Viktor Frankl, no seu excelente “Man’s Search for Meaning” (Em busca de sentido, em português”. Só porque morremos, porque temos prazo de validade, é que devemos ser responsáveis. Temos um prazo a cumprir, e por isso não podemos ficar na rede. Aliás, só faz sentido medirmos dias, meses, horas, minutos porque um dia morremos, vamos embora. Se vivêssemos para sempre, qual seria a utilidade disso?

O que dura para sempre prescinde do tempo, e esse é o grande segredo da eternidade. O Amor, por exemplo, não foi criado, não tem prazo de validade, ele simplesmente existe. A nossa existência não é simples. Sejamos cristãos, ateus ou da cabala discordiana da sagrada fanta uva, sabemos que somos criaturas, mas que o amor não é. (Essa é a prova racional de que Deus é Amor. Prove que Deus existe, e que é criador e único. Agora prove que o Amor é eterno. Se é eterno, não foi criado, e se não foi criado, é o Deus Criador).

Quando perdemos a noção da morte (e atualmente, pelo menos onde vivo, perdeu-se bastante), tornamo-nos irresponsáveis. Se achamos que viveremos para sempre, não cumprimos com o nosso dever, não encontramos (e aí era onde o Frankl queria chegar) o sentido da nossa vida. Porque ela tem um sentido, e só podemos considerar-nos plenamente libertos quando o encontramos.

Se eu morresse amanhã (já dizia um poeta), eu olharia pra trás e falaria o quê? O que eu poderia dizer que fiz, que cumpri, que ajudei? Deus ia olhar pra minha cara de “me dá uma escala no purgatório” e ia falar: “o purgatório é para os bonzinhos, nem isso você foi. Vai pro inferno, literalmente”. E a ira de Deus seria justa. Não propriamente o medo do inferno, mas a noção de que há Justiça e que um dia morrerei (e pode ser amanhã) que me impele raras vezes para que eu viva dignamente. Deveria eu pensar mais na morte.

Quem acha que viverá para sempre, seja numa auto-enganação, seja não pensando no assunto por medo, seja crendo em baboseiras como a reencarnação (uma maneira de dar alguma cara de possibilidade para a inepta e vagabunda vida pra sempre, ou de afastar o medo da eternidade), perde o aspecto do tempo, e está muito mais sujeito a desperdiçá-lo do que alguém que tem plena consciência da vida única. Há de se lembrar, contudo, que a “vida pra sempre” é bem diferente da vida na eternidade. Esta é a nossa vocação humana, contemplar o tempo, o espaço e a beleza. E, para que possamos cumpri-la, precisamos tomar consciência dela através da ajuda da nossa amiga morte.

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Disclaimer: Este não é um post político nem cinematográfico

Todos nós temos um conjunto de valores que tomamos como primordiais para a nossa vida e outros que rejeitamos. Eu vejo, pelo menos no Brasil, uma péssima tendência da liberdade cair para o segundo grupo. Falo liberdade em um sentido amplo, não simplesmente a liberdade econômica, ou mesmo a liberdade civil (a despeito do que possa fazer parecer o título deste escrito), mas a liberdade que chamamos de “livre arbítrio”.

O que é o livre arbítrio? É, em todas as situações de sua vida, ser confrontado com um espectro amplo de opções, ter plena liberdade de escolher quaisquer caminhos, e assumir todas as responsabilidades de sua escolha. Isso, do mesmo modo que eu disse que acontece com a derrota, nos faz crescer, aprendendo com os erros. Isso nos torna verdadeiramente humanos. A liberdade é a principal diferença do homem para os demais animais: estes são escravos do instinto.

Mas não queremos: queremos soluções prontas, queremos uma escolha única, tal que nos engane: acreditamos que escolhemos, quando não tínhamos opções, achamo-nos livres, quando uma corrente nos prendia. Um exemplo, estou muito teórico: não é tão incomum entre adolescentes vestibulandos o desejo de ser aprovado em apenas uma das faculdades que tentou (ou pelo menos das que tem como primeira preferência): isso evita a escolha. No futuro, na hora da escolha profissional, o desejo é de que todas as portas se fechem, exceto por uma. Desnecessário dizer que, isso buscado de uma maneira ativa, não haverá a excepcional porta aberta.

Outro exemplo que me vem à mente: um rapazito, cheio de hormônios, corteja diversas garotas. A primeira que lhe dá bola recebe seus afetos de uma maneira especial. Se vem uma segunda, que ele acha que prefere, a escolha se impõe, “Ó aporia!”. Se larga a primeira, se esquece da segunda, se trai a primeira com a segunda ou com a terceira que ainda está por vir, tudo isso se impõe como “dilema moral”, quando não é nada disso, apenas o rapaz sequer cogitava ser livre para decidir, e depois inventa “fiquei com a primeira, mas gosto de verdade da segunda, e agora, o que eu faço?”. As contas bancárias dos psicólogos juvenis agradecem. (Pois é: incapazes de decidir antes, incapazes de decidir depois, doam sua liberdade a um terceiro que nunca os viu mais gordos e, numa hipótese otimista, apenas domina técnicas de conhecimento de seres humanos em bloco).

Ora, não é este um artigo político, mas não posso deixar de falar: no Brasil, queremos que o governo faça tudo. Não queremos ser livres nem para ajudar o mendigo, ou mesmo o nosso vizinho.

Estamos perdendo diversos valores importantes por confusão de conceitos: nos varões, virilidade se tornou sinônimo de machismo, nas mulheres, valorosidade virou sinônimo de submissão. Ora, não é nada disso. A mulher valorosa não é submissa, muito pelo contrário: sua índole a impede; o homem viril não pode ser machista, o machismo nada mais é que uma muleta aos homens que carecem de virilidade.

A liberdade entra na conta também, mas por outro motivo. A liberdade traz obrigações, cujas contas prestaremos, todos nós (até o Renan Calheiros), à nossa consciência. Isso é demais para o nosso espírito, que se tornou preguiçoso demais. Se os músculos de minhas pernas definham ao ponto de não conseguir eu andar, perco essa liberdade. Ou, em João 21:18 “Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.”. Da mesma forma o nosso espírito, quando definha, perde a mobilidade. Um espírito inerte só pode ser levado pela torrente dos fatos.

É preciso que verifiquemos em nós essa desvalorização da liberdade, façamos uma “fisioterapia espiritual” para tornar nosso espírito móvel novamente, em seguida voltemos nossa vontade para a plena realização do dom da liberdade e, só assim, daremos adeus a esse “Lênin mental” que nos imputa uma ditadura solicitada.

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Estou no deserto de minha vida.

Jesus Cristo, Nosso Senhor, foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo demônio. (Mateus 4). Ele resistiu a todas as três tentações, que equivalem aos três principais males espirituais, e quando voltou nos ensinou o Caminho (Mateus 5); como tratar e como não tratar esses males (Mateus 6).

Durante nossa vida, o Espírito Santo nos leva ao deserto também. Como não somos perfeitos como Cristo é, sempre fraquejamos. Alguns mais, alguns menos. Nem todos percebem isso, nem todos vencem o Tentador (ninguém o vence sozinho, é claro, mas com a ajuda da Santíssima Trindade apenas), nem todos são levados de volta. Neste momento eu sei que estou nesse deserto, graças à iluminação que o Padre Paulo Ricardo me deu (está tudo no site dele, então você pode recebê-la também) e que ele foi buscar na Tradição da Igreja e nas obras dos Santos Padres.

Fico muito feliz por enfrentar esse deserto com 24 anos, a mesma idade que o enfrentou Santa Teresinha do Menino Jesus. E buscarei nela a inspiração para, com a ajuda de Nosso Senhor, vencê-lo.

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O Padre Euclides, da paróquia de Santa Izabel em Campinas, conta que os santos lhe servem mais de inspiração do que qualquer outra coisa: os santos, para ele, servem como modelos a serem seguidos, exemplos de vida, acertos e erros que nos têm um propósito educativo. Como ele é um excelente pastor, vou imitá-lo e buscar, como disse, inspiração em Santa Teresinha.

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Ainda um outro comentário, em torno do mesmo tema: os Santos Padres, os padres do deserto, os grandes monges santos têm um acúmulo de conhecimento e trato psicológico superior a qualquer teoria psicológica moderna. Por exemplo, a acídia, entendida, explicada e diagnosticada pelo menos desde o ano 300 pela Igreja, compreende, abrange e generaliza o fenômeno (muito hodierno, aliás) conhecido como “depressão”. E a profilaxia proposta me parece (e poderei ter certeza quando a colocar em prática) muito mais adequada que soluções freudianas ou a ingestão de remédios de tarja preta. Delongar-me-ia se fosse necessário. Não é: reitero que visite o site do Padre Paulo Ricardo e escute o curso da “Terapia das Doenças Espirituais”. Aposto que concordará comigo depois disso.

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Quer ler algo realmente bom? Aqui vai a dica: Feliz Nova Dieta (http://julio-lemos.blogspot.com/ ). Pertencente ao ex-“wunderblog” Júlio Lemos, é bem escrito, trata de diversos temas, de temas profundos e importantes, não é pedante, não é político, não é monotemático, não é cliché. É um dos poucos blogues que me dá algo, em que eu termino de ler me sentindo melhor do que quando eu comecei. Obrigado por me ler e até mais!

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