Falava, há duas semanas, da alegria na estafa. E o tema é tão interessante que vou continuar nele.
Rocky (vamos ficar só no primeiro, mas vale pra todos) não teria graça nenhuma se o sr. Balboa começasse espancando e terminasse espancando. A grande diferença de Rocky para os outros filmes de luta até então, é que ele não apanha “para não perder a graça”. Ele apanha porque é fraco, e perde a luta final. Mas vence, porque seu objetivo era simplesmente aguentar os 15 rounds.
Mas, o que interessa, é que ele luta com ardor, mesmo vislumbrando a derrota. E isso que o motiva. Quando em situações ruins, desanimadoras, tiramos vontade do nada para fazer o que temos que fazer, ficamos alegres. Essa alegria de agir na aridez é uma daquelas coisas que “não tem preço”.
Lutar, quando tudo nos tira a vontade, é uma das coisas mais difíceis. A primeira luta a ser vencida é conseguir lutar. Mas essa primeira já tem a sua recompensa. A alegria de começar a lutar quando tudo vai contra nos motiva para continuar lutando. Podemos perder, como Rocky perdeu, mas sairemos vencedores. Viver é lutar, e a vitória está precisamente na perseverança nessa luta, independentemente do resultado final. Buscaremos a vitória até o último instante, e nisso está o nosso cinturão.





Hey Louis Will, so para te dizer ola! Espero que esteja tudo bem contigo. Abracao!
É, Luís…
Parece que você escreveu esse texto para mim hoje… mas é meio difícil sentir a alegria da luta antes do final, mesmo quando o final parece desfavorável.
Não posso negar, entretanto, que há um certo contentamento em se ver no meio da luta quando se pensava que não seria capaz de entrar no ringue.
Um grande abraço!