Coragem é conhecer os seus medos e enfrentá-los no campo de batalha. Só isso. Quem não tem medo não pode ser corajoso, apenas inconseqüente. Um soldado que não teme a morte fará burrice. Um que a teme e não enfrenta o medo será inútil. Um que a teme, mas sabe que pode sobreviver, fará de tudo para viver e será um grande lutador. E, caso a morte apareça, entregar-se-á bravamente.
Se quisermos ser corajosos, temos que, em primeiro lugar, conhecer nossos medos: da morte, da rejeição, da dor, são alguns dos mais comuns. Outros mais simples (ou mais específicos) como “falar em público” não afetam tanta gente, e não quero dizer que quem não os tem falará inconseqüentemente, porque não é tão grave, mas quem não tem esses medos corre mais risco de meter os pés pelas mãos do quem os têm e os enfrenta. Depois de conhecê-los, temos que estudá-los: o que nos traz esses medos, de onde eles vêm, e por que os sentimos. Faz sentido tê-los? É realmente um risco para nós o que tememos?
Se não há risco, devemos nos esforçar por eliminá-lo. Todo dia lembrar do medo, e convencer-nos racionalmente de sua inutilidade, e pedir a Deus ajuda nessa etapa. Se há riscos, contudo, devemos ponderar quais são e medir conseqüências do enfrentamento. Por exemplo, tenho medo da dor mas só conseguirei fazer um procedimento médico importante se enfrentá-la. É óbvio que devo enfrentá-la. Tenho medo da morte mas quero impressionar meus amigos atravessando um precipício numa corda. Creio que não seja boa idéia…
E há sutilezas e mais sutilezas. Citei dois exemplos extremos, porque o meio, de fato, é difícil. Cabe a cada um de nós usar nossa consciência e inteligência para resolver o que fazer. Quando soubermos os nossos principais medos, e estivermos convencidos que devemos enfrentá-los em certas ocasiões, estamos a um passo de desenvolver a verdadeira coragem!
Desenvolvê-la é outro passo, quiçá o mais difícil. Práticas “artificiais”, que nos forçam a encarar o medo com menos riscos. Temos medo de falar em público, que demos aula de algo para um grupo pequeno. Temos medo da dor, façamos uma caminhada mais dura que nos doa no dia seguinte. E coloquemos, em nossas orações, a intenção de vencer tal ou qual medo. Demora, precisa de prática e de graça. Mas pacientes alcançamos. Como ganhar paciência, aí é outra história!
Obrigado por me ler, até mais!





De nada! Obrigado por twittar sempre oportunamente. E eu curto bastante o Coragem.
Belo post Luís Guilherme! Tenho aprendido a ser viril dentro de uma vida cristã. E muito devo a você.
[...] Coragem: Esta é a mais importante, precisamente porque é a mais decadente. Os homens, hoje em dia, têm perdido a coragem. Coragem de fazer coisas simples, como pedir um emprego ou engajar em uma conversa com uma moça interessante, de enfrentar o chefe injusto ou de passar vergonha por uma boa causa. De ajudar uma pessoa necessitada, de defender a verdade. O Olavo de Carvalho garante que não aceita como alunos quem não tiver a coragem de defender a Verdade, e nisso ele está certíssimo. (falei outras vezes do tema) [...]
Gosteii muito do jogo meu irmão adora CORAGEM vs é d+ [:d]