O pecado está em toda a parte, frutifica entre religiosos e leigos, entre fariseus e publicanos. Jesus nos mostra isso claramente no apedrejamento da adúltera. Aqueles homens, cheios de furor justiceiro, vendo que são também pecadores, retiram-se, começando do mais velho. O pecado, esquece-se a mídia e muita gente, também está nas igrejas, nas congregações, e nas associações de leigos.
Há algum tempo, não muito, imagino que uns 3 ou 4 anos, houve um furor relacionado ao Opus Dei: saiu um livro chamado “Opus Dei — Os bastidores”, que conta histórias terríveis. O linque para o site do livro, com alguns trechos, é este: http://www.jeanlauand.com/page0.html. Verídicas ou não as estórias narradas, não é esse o meu escopo. Minha experiência com a Obra (maneira que alguns chamam o Opus Dei) é pequena, assisti a algumas palestras e um curso em sedes dispersas, e conheci alguns membros.
Se ligamos esses acontecimentos narrados, caso verídicos, ao pecado do homem, a história termina aí: conhecemos o tipo de pecado a que estão mais propensos os membros da Obra. Cada modo de vida dá uma propensão a uns ou outros pecados, e isso é natural. Contudo, o contexto em que se insere o livro (uma fundação chamada Opus Livre, copiada da espanhola Opus Libros) pretende imputar essas falhas estruturalmente ao Opus Dei, e não a seus membros. Os problemas que ocorrem seriam, para essas pessoas, causados pelo que se constitui o Opus Dei.
Para quem não conhece o Catolicismo, faço um pequeno parêntese: quando Roma declara que um homem é santo, isso significa que ele já alcançou a Salvação, já contempla, agora e pela eternidade, a face de Jesus Cristo. A Igreja dá esse reconhecimento para pessoas que deixaram as marcas de sua santidade na terra. São Josémaria Escrivá foi declarado santo pelo mesmo motivo que todos os outros, e a marca de sua santidade é o Opus Dei.
É impossível dizer que o Opus Dei é “podre”, “ruim em si”, sem com isso discordar de Roma. A contrariedade à obra se converte, por um silogismo simples, em contrariedade ao catolicismo. Pois, se a obra que santificou um homem é ruim, ele não é santo, e portanto a Igreja erra. Se a Igreja erra, eu não posso crer nela, ter fé. Logo não posso ser católico. Portanto, quem diz defender a Igreja e atacar o Opus Dei ou está mentindo, ou foi enganado.
Reitero: não conheço o Opus Dei, mas quanto mais conheço São Josemaria Escrivá, mais tenho certeza de que é um dos maiores santos. Tenho poucas dúvidas de que será decretado doutor da Igreja em breve. E, para ilustrar, adiciono aqui dois vídeos:
http://www.opusdei.org.br/art.php?p=24905
http://www.opusdei.org.br/art.php?p=24621
Também, se quiser ler os livros de São Josemaria, há um site que os disponibiliza integralmente, sem custo, em Português e outras línguas. Comecei a ler o “Caminho”, e recomendo vivamente. Cá está o site:




