Na comunidade Católicos do Orkut, comunidade excelentíssima que a todos que queiram crescer na fé ou conhecer decentemente o Cristianismo Universal recomendo, surge uma pergunta: “O estilo de música rock é incompatível com o [C]ristianismo?”. A discussão também tomou feições de se rock era apropriado para a igreja ou não. Eis a minha resposta:
O Cristianismo é a sacralização do mundo, a sacralização do profano. Sacralização não significa divinização, se não caímos no panteísmo.
O que eu quero dizer é que tudo, do mundo, pode ser bom. A comida é dom de Deus, a gula é pecado. Os bens são dom de Deus, a avareza é pecado. A palavra é dom de Deus, a mentira é pecado. A força violenta é dom de Deus, a violência contra o próximo é pecado.
Os timbres e harmonias do Rock, essencialmente existentes desde a Criação, não são ruins em si.
Decerto é fato que a sonoridade tem efeito em nós. Todas as tradições religiosas sabem disso e escolhem tradicionalmente a sonoridade para o efeito que querem. Destarte, o canto gregoriano e a polifonia renascentista foram escolhidas, pela Tradição da Igreja, como apropriadas para a devoção, a adoração e o sacrifício do rito da missa.
No Hinduísmo e no Budismo, há toda uma sorte de mantras, com os efeitos estudados e muitas vezes comprovados. No Islamismo, no Judaísmo, na Umbanda, há música litúrgica que serve a alcançar um fim específico. No Cristianismo Universal, nem herético e nem cismático, Verdadeira religião de Cristo, havia uma tradição, o espírito almejado era alcançado, e por isso mesmo a música litúrgica tem que ser esta: Canto gregoriano e (com ressalvas) polifonia renascentista.
Mas, na mesma toada, volto ao Rock. A grande e única preocupação que se deve ter com a música secular é: a letra e o ritmo propiciam o quê? Um ritmo que propicie uma “sensualidade” ou uma “violência” não deve ser escutado em grandes manifestações a não ser que a pessoa “agüente o tranco”. Contudo, a sensualidade e a violência têm fins bons e, portanto, a música que incite isso não é ruim per se.
A outra preocupação não diz direito à música em si, mas aos músicos: não se deve idolatrar músicos, por melhores, mais bonitos e mais tocantes que eles sejam. Essa era uma grande preocupação do Papa Bento, que foi chamada pela mídia de “Rock é coisa do Diabo”. Como vemos, eles não perdem tempo em difamar o Santo Padre.
Ademais, qualquer canção que, em sua letra, use de mentira, idolatria (satanismo está aí incluso), vanglória, qualquer palavra pecaminosa deve ser evitada*. Mas não é o som da música que propicia o pecado aí mas a letra. E isso valeria para qualquer coisa escrita, não só letra de música.
E finalmente, para fechar minha fala em um círculo: toda a criação de Deus pode ter um uso bom. O rock pode ter um uso bom, excelente. Não é apropriado para o rito litúrgico e acredito que também não seja adequado para um grupo de oração ou uma procissão (opções nas quais eu fico com a música popular cristã tradicional: “Te amarei Senhor”, entre outras). Mas para uma devoção pessoal, para a pregação do Evangelho, ou mesmo para outros sentimentos profanos (mas sacralizados por Cristo) que têm uso para o bem, o rock não é nenhum problema.
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* Eu costumo escutar um disco do grupo “Dream Theater” chamado “Scenes from a Memory” que tem letras “espíritas”, no sentido que advogam a reencarnação. Como eu disse, isso deve ser evitado. Eu escuto por gostar da música, mas devo acautelar-me de que não posso sair cantando tudo, pois estaria repetindo, mesmo sem acreditar em, falsidades.





Extremamente sensato e pertinente.
Abraço!
Apesar de muitos terem dito que “O Diabo é o Pai do Rock”, sabemos que Deus é o responsável pela criação do homem, do qual deu capacidade para criar instrumentos, sejam eles martelos, machados ou guitarras…a partir de tal instrumentos, o homem criou o desmatamento, as casas, o rock…E cada coisa tem seu lado, o bom e o ruim.
Existem várias bandas cristãs genuínas que tem lá seus acordes no baixo e na guitarra, suas melodias cravadas no som da bateria..e isso é ótimo! “Do diabo” é querer frear letras que falam de Cristo e do verdadeiro Amor seguirem em frente.
Rock é do Diabo? Depende do cantor, da letra…mas em geral, não. Rock é só mais um ritmo.
http://tradutorium.wordpress.com
* Parabéns pelo texto e pelo belo português, sua linguagem transmite muita calma e serenidade.
* Tenho um amigo, gente muito boa, que gosta muito do Nirvana. Um dia encontro ele cantando em bom tom:
_ “Rape-me, rape-me, rape-me again !”.
Perguntei se sabia o que significava e balançou a cabeça negativamente. Ao saber que era uma letra de protesto contra o estupro e ele estava a gritar “estuprem-me” imediatamente passou a tomar muito cuidado com as letras em inglês, apesar da boa intenção do autor!
* Sem querer propagar algo ou mudar opiniões não posso omitir o que penso e já desabafando, achei uma pena de pensar que a reencarnação é uma falsidade. Afinal se Deus fosse tão bom e justo, por que nasceriam homens doentes de nascença – outros belos e fortes, uns ricos – outro pobres, uns superdotados de inteligência – outros com dificuldade de aprendizado, uns doentes mentais – outros com raciocínios lógicos incríveis? A reencarnação responde isso – pois devido a nossas más atitudes no passado estamos agora na vida atual expiando e sofrendo de acordo.
Sucesso e bons desabafos !
Gostei muito do trecho do texto que diz
“… a comida é dom de Deus, a gula é pecado. Os bens são dom de Deus, a avareza é pecado. A palavra é dom de Deus…”
Mas registro que não mudou minha opinião sobre o Rock, embora tenha notado que sua intenção não era fazer ninguém mudar de ideia, pareceu-me mais um desabafo das justificativas que vc usa pra si mesmo pra poder sem peso na conciência ouvir o que vc gosta, mas que sua crença amaldiçoa…
Se for isso, te entendo perfeitamente
mas deixo a máxima que me pertuba :
“todas as coisas são licitas, MAS nem todas convém”
PS – A parte do seu texto citada anteriormente será possivelmente usada/compartilhada com grupo de jovens da comunidade cristã que frequento.
Vc tem até sexta pra intervir e me comunicar que não autoriza.
Autorizo sim, sr Inpuro. Mas o que falei não é opinião minha mas um pequeno compêndio da doutrina a respeito. Seria desonestidade intelectual minha querer justificar uma coisa errada. “Tudo me é lícito mas nem tudo me convém” é exatamente o que falei.
Bom, eu sou católica, tenho 20 anos, quem ler a biblía conhece a verdade..No meu entender, pois ja gostei de rock, e graças a Deus isso foi uma faze, que ja passou, sei que coisa boa não é…temos que pensar no que alguns tipos de músicas nos exita a fazer..o rock por sua vez sabemos que é uma forma do jovem aparecer..mostrar, ser diferente dos outros..acho que querendo ser um ET de outro palaneta..pois bem, somos seres humanos..iguaisinhos uns aos outros..filhos de um mesmo Deus cujo fez céu e terra..minha gente rock é uma porta pro satanismo..veja certas letras que certas bandas cantão cultuando ao encardido..fazendo pactos.. e por aí vai..Deus nos deu a capacidade de fazermos intrumentos mas sim para louva-lo..e ñ para cultuar demonios..
a maioria dos jovens que gosta d rock..vai pro caminho das drogas..de bebidas..isso será bom? é uma coisa boa pro ser humano? por acaso isso ñ vem a fazer a destruição dele proprio? Nós viemos d Deus..nossos corpos pertencem a Deus..Somos templo do Espirito Santo. E essas roupas pretas?? estão d luto? morreu alguém da sua familia? aiai..vamos criar juíso minha gente.