A mesma ideologia que cometeu atrocidades sem par* foi uma das que mais colaborou para o avanço da medicina: o nazismo. Graças ao nazismo, temos hoje, por exemplo, o advento dos transplantes.
Digo isso não por ser favorável ao nazismo, sou radical e intransigentemente contrário. Mas não posso deixar de negar suas contribuições para a medicina.
Ninguém deseja o nazismo (exclua disso que eu falei os neonazis). Ninguém? Tem gente que pelo bem da medicina toparia as propostas nazistas de usar as “raças inferiores” como cobaia.
Outrora composta por negros, judeus e gays, a “raça inferior”, hoje, são os fetos. Além da tentativa de impetrar na lei o direito de assassiná-los simplesmente por serem indesejados, agora querem usá-los como cobaias “pelo bem da ciência”.
As pesquisas com células-tronco embrionárias é imoral e, não fosse a desinformação reinante, qualquer pessoa sentiria repugnância a essa idéia. Pesquisas com seres humanos inconiventes como cobaia são coisas que só o nazismo* conseguiu realizar. Os nazistas, pelo menos, tinham a coragem de olhar na cara dos dissonantes, e enfrentar a sua revolta. Hoje, não é necessário nem esse sangue frio. Os fetos, por incapacidade, não reclamam.
O mais irônico é que muitos dos adeptos da causa abortiva e da pesquisa com células-tronco embrionárias são os defensores dos “direitos humanos dos animais”, que são contrários à pesquisa com macacos, ou mesmo, à ingestão de carne (posso me explicar mais delongadamente àqueles que questionarem o meu vegetarianismo, não cabe falar disso aqui e agora). A colocação de um macaco ou de um boi em uma posição mais humana que a de um feto, somente porque o último ainda não foi parido, é totalmente ilógica.
É horrivelmente triste que essa faceta do nazismo se torne cada dia mais popular entre os jornalistas e cientistas. Pare, pense, e eu lhe serei muito grato. Até mais.
* quando restrinjo certas coisas ao nazismo, pode extendê-las ao socialismo marxista do século XX, cujas únicas diferenças ao primeiro foram o número de mortos (150 vezes mais), a razão de discriminação (o nazismo discriminava por raça, a ditadura do “proletariado” por classe social e situação econômica), repercussão na imprensa (o marxismo pode hoje ser professado em público enquanto o nazismo é proibido) e a abrangência (o nazismo era restrito a uma nação, o marxismo leninista tem como pressuposto a sua internacionalização expansionista).





Luis,
achei mto boa a sua pesquisa sobre a medicina Nazista.
Estou fazendo um Projeto de Iniciação científica, sobre este tema, e gstaria de saber se você possui algum tipo de material, se tiver, por favor me psse por e-mail.
Muito Obrigado